12/04/2006
A TV está quente mesmo: Ridley Scott e Robert Redford estão produzindo séries para a temporada 2007 das redes americanas de TV paga. Scott assina The Company, uma mini-série baseada no best seller de Robert Littell sobre um grupo de espiões da CIA no auge da guerra fria. Mais filosófico, Redford se encarrega de Generations, a história de três gerações de uma mesma família, habitantes da mesma casa (como referência: rever Os Ossos do Barão, novela do período clássico da Globo, nos anos 70).

O atrativo da TV para criadores de conteúdo com preocupações autorais é simples: com os estúdios cada vez mais preocupados com projetos de alto custo, conceito simples e pouca substância, uma produção de TV tem menos risco, maior rapidez de financiamento e produção. E, porque risco e orçamento são menores, a liberdade para os criadores é muito maior.


Ridley e Redford: na TV, com mais liberdade
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12/04/2006
Robin Williams como o Coringa? Seria um sonho antigo para o comediante que, em 1989, foi um sério candidato ao papel no filme dirigido por Tim Burton, mas acabou descartado em favor de Jack Nicholson, o nome quente da hora. Seis anos depois foi a vez de Jim Carrey levar outro papel cobiçado por Williams na saga do Homem-Morcego: o do Charada em Batman Eternamente, aquela ópera kitsch assinada por Joel Schumacher que tinha Val Kilmer vestindo a capa do herói.

Desta vez, Williams tem um ponto de vantagem – a amizade com o diretor Christopher Nolan, com quem trabalhou em Insônia. Nolan prepara, para 2008, a continuação de Batman Begins e a possibilidade parece muito real. Ou, como disse Williams a Latino Review, “Oh God Yeah!”



Williams e Nolan no set de Insônia: juntos de novo na saga do Homem-Morcego?

Foto: christophernolan.net
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11/04/2006
No próximo dia 28 estréia nos EUA o primeiro filme americano não-documentário baseado num evento que, cinco anos depois, o país ainda não entendeu nem digeriu: o atentado às torres gêmeas do World Trade Center de Nova York. United 93, dirigido pelo inglês Paul Greengrass, conta, no estilo semidocumental que tornou o diretor célebre em Domingo Sangrento, o drama dos passageiros do único vôo seqüestrado no dia 11 de setembro de 2001 que não atingiu alvo algum, mas caiu num campo da Pensilvânia em circunstâncias até hoje não inteiramente esclarecidas. Como em Domingo Sangrento, o elenco não tem estrelas – são os fatos, ou o que se sabe deles, que impulsionam uma narrativa dramática e que, para a maior parte dos americanos, será extremamente dolorosa.

Para a Universal, que distribui e bancou parcialmente o projeto (numa parceria com produtores europeus, entre eles a britânica Working Title, com quem tem um longo relacionamento), é um risco tremendo: no mercado interno, o trauma pode ser ainda vivo demais para que o filme seja abraçado pelo público; no exterior, existe sempre o risco de um título assim parecer patriotada.

O assunto 11 de setembro já apareceu diretamente em documentários (principalmente Fahrenheit 11 de setembro, de Michael Moore), filmes estrangeiros (a coletânea 11´ 09´01), filmes de TV e, indiretamente, em obras tão recentes quanto Um Plano Perfeito de Spike Lee (ou você não notou o muro coberto de cartazes dizendo “não vamos esquecer”, atrás de uma longa cena com Denzel Washington na rua?). Mas este ano marca a primeira entrada dos grandes jogadores – os estúdios – num tema ainda super-recente e, principalmente, sem conclusão.

O risco pode ser ainda maior para World Trade Center, o filme de Oliver Stone sobre as vidas e mortes de dois policiais na tentativa de resgate às vítimas das torres. O elenco, desta vez, tem nomes “de marquise” - Nicolas Cage, Maria Bello, Maggie Gyllenhaal – e o dinheiro vem de um grande – a Paramount, também com parceiros europeus. É um projeto mais caro, e que, ao contrario de United 93, lida diretamente com a destruição do WTC. A escolha de 11 de agosto para estréia nos EUA parece dizer que a Paramount considerou seriamente uma data exatamente um mês depois, mas achou meio...hum... de mau gosto.

E como Michael Moore não sossega mesmo, vem aí, em 2007, Fahrenheit 9-11 ½, e continuação de suas cutucadas no governo Bush, seus amigos árabes e todas aquelas histórias mal contadas...

No Brasil, United 93 estréia dia 30 de junho, e World Trade Center, 29 de setembro.

Os passageiros de United 93 e Nicolas Cage tentando o resgate em World Trade Center: o 11 de setembro chega ao cinemão
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10/04/2006
Eternamente no caldeirão do desenvolvimento parece estar a tão anunciada e jamais realizada cinebio de Janis Joplin. A maluquete Penelope Spheeris não desistiu da sua , intitulada The Gospel According to Janis, e possivelmente estrelada por Pink. A outra cinebio de Janis se arrasta pela Paramount e, em sua mais recente encarnação, tinha Renee Zellwegger como a dama do blues Mas nenhum dos dois projetos parece sequer próximo de deslanchar.
O engraçado é que, numa tentativa de conseguir o papel no projeto da Paramount, Brittany Murphy gravou uma demo com os grandes sucessos da cantora...que foi parar na faixa “Faster Pussycar Kill” do novo álbum do DJ Paul Oakenfold....


Brittany: de Janis Joplin a Paul Oakenfold
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10/04/2006
Devagar e sempre a história do rock vai fazendo seu caminho da roça até a tela. Um antigo ditado da indústria de que "filme de rock não faz sucesso, principalmente se for sobre bandas" acabou exilando o gênero para a Europa, onde diretores britânicos tem-se divertido enormemente com as vidas e obras de Stones, Beatles e a cena de Manchester.

Até hoje revoltados com o filme de Oliver Stone os Doors sobreviventes acabam de anunciar uma reposta à altura: um longa documentário que, segundo Manzarek & cia, vai contar “toda a verdade” sobre a legendária banda de L.A.

Um depoimento inédito do Almirante Morrison, pai de Jim Morrison, é uma das peças-chave do filme, que será dirigido pelo oscarizado Bill Guttentag e produzido por Dick Wolf, o homem que inventou a mega-franchise de TV Law and Order. Fazem parte do pacote, além do filme, um box set de Cds, um livro de fotos, um especial de rádio e um segundo documentário, dirigido por Stacy Peralta, o ex-skatista que virou sucesso como cineasta com Dogtwon & Z Boys - sobre a evolução política e social dos Estados Unidos nos tempos dos Doors . É o que se pode chamar de doce vingança- especialmente para o público.


Jim Morrison, no auge da glória: doce vingança dos Doors


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10/04/2006
Continuando com as continuações: vem aí Jurassic Park IV. Steven Spielberg, que havia se afastado um pouco de suas monstruosas criaturas, ficando apenas como produtor do terceiro JP, aparentemente vai, dessa vez, para trás das câmeras. A idéia é filmar a nova aventura entre 2006 e 2007, para lançamento em meados de 2008. A personagem Lexie – vivida nos dois primeiros filmes da série (em 1993 e 1997) por Ariana Richards – será a protagonista da trama. Estratégia correta na engenharia de um arrasa-quarteirão: monstros digitais para os meninos, uma garota valente para as meninas.


Um visitante inquieto causa problemas na fronteira em Jurassic Park II: Spielberg de volta à trama
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07/04/2006
Televisão parece ser o tema do dia: numa investida curiosa pelo território pantanoso do reality show, Steven Spielberg acaba de anunciar uma parceria com a rede Fox e o produtor Mark Burnett, o homem que inventou Survivor, O Aprendiz e, numa outra parceria com a DreamWorks, The Contender, o reality de boxe comandado por Sylvester Stallone.

Ao contrário dessa outra empreitada, Spielberg está direta e pessoalmente envolvido com esta nova série: entitulada On the Lot, ela ambiciona descobrir novos talentos cinematográficos numa disputa entre 16 aspirantes a cineasta divididos em quatro equipes. A cada semana as equipes deverão realizar um curta de diferentes gêneros, cada qual com um diretor escolhido dentro do próprio grupo pelos demais integrantes. Votos do púbico e de um painel de juizes vão eliminar um diretor a cada semana. O vencedor ganha uma reunião com Spielberg e uma bela bolada para produzir um filme de verdade.

Para quem já está sentindo um aroma de O Aprendiz ou mesmo do Project Greenlight da Miramax/HBO, Spielberg esclareceu à Variety que o template, na verdade, é American Idol, um programa que o diretor de Munique confessa adorar.

Muito importante: a competição será aberta a participantes do mundo todo. "Basta olhar para os princiapis filmes dos últimos 20 anos para perceber que muitos deles não eram americanos", Mark Burnett disse à Variety. Quem se habilita?


Steven Spielberg: reality para dar chances a novos talentos
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07/04/2006
Aparentemente o mundo ainda não teve doses suficientes de Crash- No Limite. O filme que estourou o bolão do Oscar de muita gente vai virar série de TV. O ator Don Cheadle , um dos produtores do filme, vai co-produzir a série também. E garante a presença, na telinha, dos atores da versão-telona, em participações especiais. A série explorará as vidas de um grupo de pessoas de diferentes comunidades de Los Angeles, e deve estrear nos EUA em 2007.

Paul Haggis (a careca da direita) dirige Don Cheadle no set de Crash-No Limite: agora, doses regulares na TV

Foto: filmhai.de
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06/04/2006
E você, cara leitora ou leitor? Gosta de uma continuação? Existe algum filme que nunca teve continuação mas merecia uma?

Mande sua opinião para h.watch@globo.com e diga o que você gostaria de ver na possível sequência (ou preâmbulo..). Os melhores pitacos vêm para cá.
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06/04/2006
Prova viva de que nem um verdadeiro massacre da crítica e um desempenho medíocre na bilheteria são capazes de deter a mania de continuações: vem aí Instinto Selvagem 3, dirigido por.... Sharon Stone..


Cruzar ou não cruzar? Sharon diante das câmeras em Instinto 2
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