21/04/2006

Vida longa e prosperidade! Numa jogada audaciosa, mas acertada, a Paramount acaba de colocar o destino de sua venerável marca Jornada nas Estrelas nas mãos de uma das pessoas mais qualificadas para abrir novos horizontes ao conceito criado por Gene Roddenberry 40 anos atrás: J. J. Abrahms, o criador das séries Lost e Alias, e diretor do terceiro filme Missão Impossível.

Abrahms acaba de assinar com o estúdio para escrever e dirigir o que será o décimo primeiro filme Jornada nas Estrelas, com estréia prevista para 2008.

Os últimos subprodutos da marca Star Trek tinham ido muito mal em bilheteria, audiência e até mesmo junto aos fãs. Abrahms tem, como Roddenberry, uma curiosidade insaciável por ciência, uma cabeça aberta às suas múltiplas encruzilhadas com a metafísica e uma imaginação ousada. Deixado em paz, ele pode trazer para o novo século- e muito além- as visões do criador de Star Trek.


Abrahms: pilotando a Enterprise para 2008

Foto: WireImage.com
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20/04/2006
Ui! Julia Roberts pode ter atraído multidões à Broadway mas não convenceu os críticos...




Julia Roberts saúda a platéia ao final da estréia de "Three Days of Rain":isso foi antes de ler as críticas...


Foto: Reuters.com
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20/04/2006
Bom registro do leitor João Cândido: o Brasil está em Cannes, sim, no curta O Monstro, de Eduardo Valente, dentro da mostra competitiva de curta metragens. Em 2002 Eduardo ganhou o prêmio da Cinefondation com o curta Um Sol Alaranjado.

Um título, um curta. Mas é Valente.
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20/04/2006
Pena mesmo a ausência de talento brasileiro nas principais mostras da Croisette, este ano: Cannes 2006 está particularmente simpático à sensibilidade latina, como bem notou a Variety. Além de muitos filmes italianos, espanhóis e portugueses, há produções argentinas, mexicanas e até um título paraguaio falado em guarani, Hamaca Paraguaya.

As grandes expectativas são Babel, de Alejandro González Iñarritu, com um elenco de estrelas - Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael Garcia Bernal - em três histórias entrelaçadas que vão do México à Tunísia; e O Labirinto de Pan,onde Guillermo Del Toro revisita a Guerra Civil espanhola pela lente do surreal.


Iñarritu dirige Brad em "Babel"...


..e uma figura sinistra do "Labirinto" de Del Toro: presença latina em Cannes

Fotos: cinemablend.com
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20/04/2006
O Brasil pode não estar nas mostras de Cannes 2006, mas pelo menos estará no Mercado, onde vai estrear o stand do Programa Cinema do Brasil do Sindicato da Indústria Cinematográfica de São Paulo. Pilotado pelo cineasta André Sturm, o Programa do Sicesp tem apoio da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e vai à Croisette, nas palavras de Sturm, “ buscar parcerias internacionais, venda de filmes brasileiros para o exterior e de serviços locais para produções estrangeiras.”
Boas idéias, na hora certa.
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20/04/2006
Richard Linklater, Sofia Coppola, Guillermo del Toro e Alejandro Gonzalez Inarritu são algumas das estrelas da seleção Cannes 2006, garantindo uma boa dose de renovação,e uma presença considerável de talento latino (infelizmente, não do Brasil...) nas mostras principais, ao lado do habitual rolo compressor asiático, que domina as sessões da meia noite e a mostra Un Certain Regard.

Linklater, aliás, é o homem: que eu me lembre, é a primeira vez, em Cannes, que um mesmo diretor comparece com dois filmes ao mesmo tempo, um na mostra principal (Fast Food Nation) outro em Un Certain Regard (A Scanner Darkly, sensacional animação no clima de Waking life, inspirada, desta vez, por um conto do sempre intrigante Philip K. Dick).

Cannes aliás esta gostando muito de animação desde que Shrek passou por lá, firmando uma parceria entre a Croisette e a DreamWorks. O representante este ano é Over the Hedge, mais uma sátira do estilo de vida americano em sessão de gala.

O Club Med Croisette está lá em peso – Almodovar com Volver, Ken Loach com The Wind that Shakes the Barley – mas as grandes expectativas são Southland Tales, o novo de Richard Kelly (Donnie Darko) e Red Road, de Andrea Arnold, que ganhou um Oscar com seu curta Wasp.

Inarritu, que estourou anos atrás com Amores Perros graças à Semana da Crítica está com Babel, e Del Toro vem com O Labirinto de Pan, ambos em competição. Sofia Coppola, cherie da Croisette, comparece com a esperada Maria Antonieta.

A lista dos antecipados que não ficaram prontos a tempo inclui outros queridos de Cannes como David Lynch e seu Inland Empire, Brian de Palma e sua Black Dahlia e Steve Soderbergh e The Good German. Helas.


A Scanner Darkly, de Linklater: Cannes animado
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19/04/2006
Entre a estação-pipoca e a estação-prêmio existe uma espécie de meia-estação onde filmes com potencial para as duas coisas – grandes bilheterias e muitas indicações - vêm sendo colocados pelos estúdios. É uma janela que vai da última semana de julho ao feriado americano do Dia do Trabalho, a primeira segunda feira de setembro e que, até O Fugitivo, em 1993, era considerada uma zona morta para bons filmes. Cinco anos depois, O Resgate do Soldado Ryan comprovou que filmes com muita ação e bom pedigree conseguem manter o fôlego até a alta temporada dos prêmios. E, ano passado, foi ali mesmo, no dia 3 de setembro, que estreou O Segredo de Brokeback Mountain.

Este ano, o período agosto-setembro guarda pelo menos três títulos com todo jeito de se manter na linha de frente até o final: World Trade Center, de Oliver Stone (11 de agosto nos EUA, 29 de setembro no Brasil), Flags of Our Fathers, de Clint Eastwood (4 de agosto nos EUA, ainda sem data no Brasil) e The Good German, de Steve Soderbergh (setembro, ainda sem dia certo, nos EUA, sem data no Brasil).

WTC tem contra si o karma pesado do evento que o inspirou, a sensibilidade das cicatrizes ainda recentes e o gosto ruim que o último filme de Stone – Alexandre- deixou na boca de todo mundo em Hollywood.

Flags, sobre a histórica batalha de Iwo Jima, que selou a vitória aliada no Pacífico na Segunda Guerra Mundial, tem o duplo peso de Clint Eastwood na direção e Paul “Crash” Haggis no roteiro. Mas, prestem atenção, a “continuação” de Flags, Red Sun, Black Sand, também de Eastwood e Haggis –a mesma batalha, mas do ponto de vista japonês, está agendada para chegar as telas em dezembro, sugerindo que nela pode estar o grande trunfo do projeto.

Mas é em The Good German que ponho minhas fichas: George Clooney e Steve Soderbergh compraram os direitos do livro de Joseph Kanon cinco anos atrás, e vem trabalhando no roteiro com um craque, Paul Attanasio. O drama de mistério – correspondente militar (Clooney) tenta ajudar uma ex-namorada (Cate Blanchett) a encontrar o marido na Berlim devastada do pós-guerra –foi rodado em preto e branco e está na lista de probabilidades para o festival de Cannes. Nas internas, já é o filme que as pessoas estão querendo ver para medir o calibre da disputa de 2007.



Flags of Our Fathers e Clooney no set de The Good German: na meia estação

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19/04/2006
Na outra mão do mesmo caminho vem Julia Roberts – após três semanas de previews lotadas, que renderam a média de um milhão de dólares por semana, estréia hoje, no teatro Bernard B. Jacobs, em Nova York, a peça Three Days of Rain. No drama, escrito por Richard Greenberg, Julia e Paul Rudd são irmãos que, aos poucos, desvendam terríveis segredos de família. Julia tem sido extremamente discreta com esta sua estréia na Broadway, e não fez sequer a habitual rodada de entrevistas promocionais.


Julia na Brodaway: discreta

Foto:AP
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19/04/2006
Interessantes entrelaçamentos cinema-teatro: Tom Hanks e Rita Wilson acabaram de fechar negócio com Judy Craymer, produtora do musical Mamma Mia!. A Playtone, produtora de Tom & Rita, vai assinar a versão tela-grande do supersucesso da Broadway que entrelaça canções da banda 70s Abba com um fiapo de história envolvendo uma mãe e sua filha em busca do verdadeiro pai da menina. Benny Andersson e Bjorn Ulvaeus, compositores da banda sueca, também fizeram parte do acerto e, segundo a Variety, um ponto decisivo para a turma de Mamma Mia! foi o bom trabalho que a Playtone fez ao trazer para o cinema o monólogo teatral Casamento Grego, de Nia Vardalos.

Fãs nostálgicos da era de ouro da discoteca tem tempo para tirar a naftalina das meias de lurex: Mamma Mia! deverá estar pronto para ser lançado no final de 2007.


Tom e Rita:sucesso como produtores
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18/04/2006
Para Erica e todo mundo que curtiu o teaser-trailer de Apocalypto... voces não viram esta gracinha aqui abaixo?


Mel Gibson, barbudo, cabeludo e fumando charuto, bem no meio dos "maias", é a imagem que pisca por alguns segundos durante o teaser-trailer de Apocalypto. Brincadeirinha de diretor...
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