05/06/2006
Você acha que já esgotou o assunto Tom Cruise? Pode até ser – menos no Japão. Como o mercado japonês é a derradeira grande praça a receber
Missão Impossível III, a Paramount está fazendo um
mega-esforço promocional para recuperar, ali, o que ficou faltando no resto do mundo. Mais de 17 milhões de dólares serão gastos para divulgar
MI3 no Japão, e a campanha vai incluir, entre outras gracinhas, uma entrada triunfal de Cruise na baía de Tóquio, no próximo dia 20, numa lancha em alta velocidade sendo “perseguida” por um helicóptero como no filme de J. J. Abrams. Cruise também “sequestrará” o trem-bala que liga Osaka a Tóquio, e fará o trajeto papeando com 150 integrantes de seu fã clube japonês. Será que dessa vez, com tanta produção,
MI3 emplaca?
Tom Cruise na estréia americana de MI3: será que dessa vez vai?Foto: Reuters.com
04/06/2006
Jennifer Aniston encarou o Wolverine.... e
ganhou! Pelo menos na bilheteria norte-americana, neste final de semana, Jennifer teve uma doce vingança, uma espécie de contraponto perfeito à super-badalação de seu ex, Brad Pitt: sua comédia romântica
Até que o casamento nos separe (The Break Up) (até o título parece apropriado...) estreou em primeiro lugar nos EUA e Canadá, vendendo mais de 38 milhões de dólares em ingressos e empurrando o campeão da semana passada,
X Men 3, o Confronto Final, para segundo lugar. Foi uma surpresa? Foi. Mesmo os marketeiros com mais fé em contra-programação - a arte de oferecer algo completamente oposto ao que está bombando no mercado- tinham expectativas mais conservadoras para
Até que o casamento nos separe, ainda mais depois de uma saraivada de
críticas negativas....
Até que o casamento nos separe estréia no Brasil dia 30 de junho.
Jennifer Aniston em Casamento: doce vingança
02/06/2006
Na busca de paralelos com outras épocas para falar sobre os dramas de hoje, uma dupla interessante se formou em torno de uma escolha bacana: Tom Hanks vai produzir (através da sua empresa Playtone, que tem laços com a Universal) e Paul Greengrass (
Supremacia Bourne,
Vôo 93) vai escrever e dirigir um filme sobre dois dias que mudaram o curso de uma guerra sangrenta num país distante... quarenta anos atrás. Os dois dias foram em outubro de 1967, quando uma manifestação estudantil contra a guerra do Vietnã se transformou num confronto sangrento e, ao mesmo tempo, uma ofensiva vietcongue infligiu o maior número de baixas, até então, nas tropas americanas. A partir desse momento as ações militares no Sudeste Asiático arrombaram as portas da percepção da Maioria Silenciosa americana, e as sementes da contracultura começaram a florescer.
Com o título
They Marched into Sunlight (o mesmo do livro de David Maraniss que já inspirou um documentário de televisão), o projeto deve ser o próximo de Greengrass depois de
O Ultimato Bourne, o filme final da trilogia estrelada por Matt Damon, que ele começa a rodar no segundo semestre.

Hanks produz, Greengrass dirige: Vietnã como metáfora de 2006
01/06/2006
Brad Pitt tem um mês para curtir Shiloh Nouvel. Em julho ele começa a filmar
Ocean´s 13, o terceiro da superbem sucedida série de Steve Soderbergh, e emenda com a promoção de dois novos filmes previstos para estrear um após o outro: dia 15 de setembro o western
The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (Brad faz o famoso pistoleiro Jesse James, Casey Affleck, seu companheiro na série Ocean´s, é o “covarde Robert Ford”) e, no começo de outubro,
Babel, que deu a Alejandro Iñarritu a Palma de melhor diretor neste Cannes.
O medo de super-exposição é tanto que a Warner (estúdio de
Ocean´s e
Jesse James) está pensando em adiar o western, lançando-o apenas no festival de Berlim, no início de 2007.

As muitas faces de Brad: quase ao mesmo tempo em Jesse James e Babel
31/05/2006
A coisa acaba de ficar mais complicada para o novo projeto de Baz Luhrman: depois de muitas briga por "razões criativas", Russell Crowe
abandonou intempestivamente o já longo e difícil processo de desenvolvimento. Nicole Kidman, amicíssima tanto de Baz quanto de Russell, continua comprometida com o épico que a
imprensa australiana chama de "...
E o vento levou da Austrália", uma história de amor que vai de meados da década de 30 do século passado até o bombardeio da cidade de Darwin pelos japoneses na Segunda Guerra Mundial. Notinhas em algumas colunas norte-americanas garantiam que Heath Ledger já estava a postos para substituir Crowe, mas representantes do ator de
Brokeback Mountain negaram a notícia. Mais interessante foi a história de que Crowe teria tentando voltar ao projeto depois da briga, mas levou um tremendo "não" de Luhrman...
Luhrmann tem paixão pelo projeto, que vem pesquisando e escrevendo há mais de 10 anos, com os roteiristas Stuart Beattie (de
Colateral) e Ron Harwood (de
O Pianista). Numa entrevista a um jornal australiano , dois meses atrás, Baz comparou seu projeto, ainda sem título, a filmes como
Assim Caminha a Humanidade e
Entre Dois Amores, "um romance clássico que usa a paisagem dramática da Austrália como inspiração". E que a parte mais difícil, até agora, tinha sido "convencer o estúdio (a Fox) a concordar com o orçamento", para lá de 100 milhões de dólares.

Russell brigou, mas Nicole ficou: a vida difícil do E o Vento Levou australiano
30/05/2006
Começou hoje, oficialmente, a temporada 2006-2007 do Oscar: a Academia
colocou no correio 850 formulários de inscrição para os prêmios técnicos e científicos, aquelas placas douradas que são entregues 15 dias antes das estatuetas. Celebrando o lado
techie do cinema, a Academia está com a divertidíssima exposição
It´s Alive!, destacando os grandes "atores mecânicos" da telona, de dinossauros e 101 dálmatas a Aslan, o nobre leão das
Crônicas de Narnia. E, é claro, Yoda na Academia está.

Yoda e Aslan: na Academia, celebrando a tecnologia a serviço do cinema
30/05/2006
O feriadão norte-americano de Memorial Day tem novos heróis:
XMen 3: O confronto final – “o arrasa quarteirão mais gay do cinema desde
Batman e Robin”, segundo a revista
Rolling Stone – estabeleceu um novo recorde de bilheteria:
mais de 120 milhões de dólares na boca do caixa apenas nos EUA e Canadá, ao longo dos quatro dias do feriadão.
Dependendo do ponto de vista, o total quebra o recorde de
Shrek 2 que, em 2004, pegou o Memorial Day em sua segunda semana em cartaz e fez 96 milhões de dóalres em ingressos, ou de
O Mundo Perdido: Jurassic Park, que, em 1997, estreou no feriadão (que marca o início “oficial” do verão americano e da temporada-pipoca) com mais de 90 milhões em caixa. “Os mutantes curaram a bilheteria americana”, exclamou o site de analistas
Boxoffice Mojo, um dos mais espertos na complexa arte oracular de medir o pulso das platéias.
Um sucesso assim é bom para todo mundo, porque sacode o marasmo do setor, acende a vontade de ir ao cinema, tira o pessoal de casa e põe cara a cara com as opções dos multiplexes, onde acaba sempre sobrando algum para todos os títulos.
X3 ainda tem uma semana livre para estraçalhar na bilheteria – o único lançamento grande deste final de semana é a comedia romântica
The Break Up, com Jennifer Aniston. A coisa esquenta apenas na outra semana, com
A Profecia arrepiando dia 6 e a animação
Carros emplacando no dia 9.
Alguém se lembra de como eram as previsões dos grandes sucessos da temporada-pipoca de 2006?
Abra suas asas, solte suas feras: o "gay" X3 arrasa na bilheteria
29/05/2006
Ganhar em Cannes garante sucesso em Hollywood? Não necessariamente. É considerável a lista de premiados na Croisette que demoraram uma eternidade para sequer serem lançados no gordo mercado norte americano –
L´Humanité, de Bruno Dumont, demorou um ano para chegar ao circuito americano,
Underground, de Kusturica, precisou de dois anos e muitos cortes.
É preciso mais que a Palma – uma boa administração, uma rede de contatos e, principalmente, um bom distribuidor americano são peças-chave. Currículo prévio , ser falado em inglês e ter sintonia com os temas do momento são bônus importantes.
Na safra 2006 – considerada irregular por quem foi à Croisette – três títulos tem as melhores chances para fazer sucesso e ir até as premiações do final de ano: a Palma de Ouro,
The Wind that Shakes the Barley, de Ken Loach,
Volver, de Almodóvar, Palma de “melhor elenco feminino”, e
Babel, do “melhor diretor” Alejandro Gonzalez Iñarritu.
Os dois últimos são prata da casa em Hollywood - nomes conhecidos, de transito livre. Mesmo com os choques ideológicos entre Almodóvar e os estúdios, ele é figura queridíssima, e Volver conta com a poderosa Sony Classics para distribuição e, com certeza, uma campanha esperta que vai colocar o filme e seu elenco entre os indicáveis deste ano.
Multi-cultural e com um elenco de estrelas – Brad Pitt e Cate Blanchett à frente –
Babel traz a assinatura da Vantage, a divisão “especializada” da Paramount. E, como o Palma de Ouro de Ken Loach, toca no tema mais atual para os Estados Unidos – as causas e conseqüências mais profundas das guerras.
Usando a Irlanda como metáfora para o Iraque, e falado em inglês,
The Wind that Shakes the Barley precisa só de um bom distribuidor americano para entrar na lista dos independentes com toda cara de prêmio de final de ano. Aguardem a compra para muito breve.
E, sim, levem em consideração que são esses filmes que mais emplacam indicações para seus atores e atrizes.


Brad Pitt em Babel, Penelope Cruz em Volver,Cillian Murphy e Padraic Delaney em Barley: da Croisette para outros prêmios, com certeza
28/05/2006
As garras do Wolverine acabaram com o megahair de Tom Hanks: ultrapassando as
projeções mais otimistas dos analistas,
XMen 3: O confronto final já
totalizou 107 milhões de dólares na bilheteria norte-americana, empurrando
O Código da Vinci para o segundo posto _ e o fim de semana esticado de Memorial Day ainda nem terminou.
A bilheteria do filme de Brett Ratner – que pegou o terceiro episódio da saga na última hora, quando Brian Synger foi dirigir
Superman – é a quarta maior da história, levando em consideração apenas três dias, de sexta a domingo. O recordista ainda é
Homem Aranha que, em 2002 totalizou 115 milhões de dólares.
X3: campeão do fim de semana prolongado
26/05/2006
O joelho de Leonardo di Caprio já está bom – e as grandes joalherias estão
muito preocupadas com isso: elas preparam uma “campanha de esclarecimento” voltada prioritariamente aos lojistas, para contra-atacar os possíveis efeitos de
The Blood Diamond, o filme que Leo está rodando na África sob a direção de Ed Zwick. Nele, Di Caprio faz o papel de Danny Archer, um mercenário sul-africano que descobre, na prisão, que um pobre pescador (Djimon Hounsou) forçado a trabalhar nas minas de diamante de Ruanda, achou e está escondendo uma rara e preciosa pedra cor de rosa. Jennifer Connely faz a jornalista americana que ajudará os dois a usar a pedra em seu próprio benefício, e não dos tiranos que oprimem o país africano no final da década de 90.
Esta não é uma campanha nova – toda vez que o assunto dos “diamantes de sangue” ou “diamantes de conflito” começa a aparecer muito na mídia, as grandes empresas de gemas correm para se distanciar do nebuloso tráfico que troca pedras por armas em países oprimidos por ditaduras medonhas ou sangrentos conflitos internos.
Mas agora a coisa está numa escala muitas vezes maior – o filme de Zwick (um diretor que adora temas polêmicos) tem estréia marcada para dia 12 de janeiro no grande circuito norte- mericano, com uma prévia em dezembro para qualificá-lo para o Oscar e demais prêmios.
DiCaprio: joelho bom, joalherias preocupadasFoto: Retna.com