16/08/2006
ELENCO BACANA NO NOVO BATMANEstou gostando cada vez mais da direção que Christopher Nolan está imprimindo a
The Dark Knight, a sua continuação da saga do Homem Morcego iniciada em 2005 com o superbem sucedido
Batman Begins. Nolan
acaba de escalar Ryan Philippe para fazer o papel do jovem Duas Caras/Harvey Dent (criado originalmente por Tommy Lee Jones em 1995, em
Batman Forever). E está conversando com Philip Seymour Hoffman para ser o Pinguim. Some-se a este elenco Heath Ledger como o Coringa e o retorno de Christian Bale como Batman e temos uma visão rejuvenescida e revitalizada de uma de nossos mitos pop mais queridos.
As filmagens de
The Dark Knight começam em janeiro de 2007 para estréia em junho de 2008.
Ryan: Duas Caras
Philip: Pinguim
Heath: Coringa
15/08/2006
UM PAR PARA ANGELINA EM SEU NOVO FILMECom toda a badalação em torno de Angelina Jolie fazendo, no filme
A Mighty Heart, o papel de Mariane Paerl, viúva de Daniel Pearl, o correspondente do Wall Street Journal brutalmente assassinado no Paquistão em fevereiro de 2002, ninguém se perguntou quem viveria o próprio jornalista. A resposta veio agora, numa conversa entre o diretor Michael Winterbottom e o
Washington Post _ o ator e roteirista Dan Futterman, indicado ao Oscar este ano por
Capote,
já filmou a maior parte de suas cenas como Pearl, em locação em Karachi e arredores. O esquema foi estilo-guerrilha, com uma equipe mínima fingindo estar fazendo um documentário _ bem ao jeito de Winterbottom _ e incluiu vários locais da verdadeira história do sequestro e tragédia de Pearl.
Baseado na biografia escrita por Mariane Pearl,
A Mighty Heart é produzido por, entre outros, Brad Pitt. E tem estréia prevista para o final de 2007, mais um filme na contínua discussão cinematográfica sobre os conflitos do Oriente Médio.

Você decide: Futterman e o verdadeiro Pearl...

.
..Angelina e Mariane (na capa de seu livro). Convencem?
14/08/2006
SINAIS DA PARANÓIAEra inevitável: depois de
Lost,
O Prisioneiro. O super sucesso da série de TV levou à redescoberta de sua antepassada mais remota, esta genial produção inglesa dos anos 60, criada em parceria pelo ator Patrick McGoohan ( que vivia o prisioneiro do título) e do roteirista George Markstein _ e
O Prisioneiro vai até dispensar as TVs, e voltar à ativa
na tela grande, com o Christopher Nolan (Amnésia, Batman, o Começo) dirigindo um roteiro da (ótima) dupla Janet e David Peoples.
Ainda não há previsão de início de filmagens _ a peça que falta no quebra cabeça é quem vai viver o papel título, um ex-agente secreto que decide abandonar a carreira por motivos pessoais, e se vê seqüestrado e aprisionado num local bizarro, aparentemente fora do tempo e do espaço, onde gigantescas bolas com poderes telepáticos controlam seus movimentos e carcereiros misteriosos estão determinados a obter todos os seus segredos. A série de TV teve apenas 17 episódios entre 1967 e 1968, mas tornou-se instantaneamente cult com seus temas de paranóia, jogos mentais, controle da mente, perda da liberdade, invasão da privacidade _ temas que, como vocês podem ver, estão mais atuais do que nunca.
Nolan vai dirigir a série cult dos 60....
...criada e estrelada pelo ator Patrick McGoohan...
.
.. e que tinha um clima super atual de absurdo e paranóia .
11/08/2006
ESPIÕES AINDA DÃO CERTO NA TELA?“ Se você olhar na internet o que estão falando a meu respeito _ coisa que, infelizmente, eu fiz _ você vai ver que os fãs simplesmente me odeiam”, desabafa Daniel Craig na edição desta semana da
Entertainment Weekly, que mostra, numa boa matéria, os bastidores do novo James Bond, o refeito
Casino Royale (que estréia no mundo todo entre meados de novembro e começo de dezembro, mas, no Brasil, apenas no dia 5 de janeiro...). A hojeriza do fã clube de 007 é apenas um dos problemas que a MGM, detentora dos direitos da franchise baseada nos livros de Ian Fleming, tem que enfrentar: o bom diretor Roger Mitchell (
Um lugar chamado Notting Hill)
acaba de sair do projeto de
Bond 22, que seria o segundo 007 com o “odiado” Craig.
O ator _ que além de tudo é uma simpatia _ não merece tanto ódio. Craig desempenha bem, e recomendo aos irados uma olhada em
Nem Tudo É O que Parece, onde ele, sozinho, carrega uma trama interessante.
Mas o problema subjacente parece ser o mais importante: será que ainda queremos ver as aventuras escalafobéticas de um espião de smoking, copo de martini numa mão, arma high-tech na outra? Será que estes tempos tão sinistros e amargos ainda suportam fantasias deste tipo? Por exemplo_ a Paramount está
muito preocupada com o impacto que as notícias do quase ataque terrorista, descoberto ontem, pode ter na estréia de
As Torres Gêmeas, hoje, nos EUA .
Espiões não são mais o que eram antes _ nossa imagem subconsciente do "espião" está mais para
Syriana do que para Bond, James Bond. Já a história do agente que teria infiltrado a célula terrorista que tramava as explosões nos vôos Londres-EUA ...essa eu ia querer ver...
Smoking, martini, arma: Daniel Craig como Bond, James Bond em Casino Royale
10/08/2006
OLIVER STONE FAZ AS PAZES COM A CASA BRANCASe você tinha alguma esperança de que, usando seus conhecidos talentos para manipular imagens e idéas, Oliver Stone ia se dedicar fazer pelos ataques do 11 de setembro o mesmo que fez com o assassinato de Kennedy em
JFK, não se preocupe: seu
As Torres Gêmeas (que estreia amanha nos EUA) passa batido por qualquer implicação política ou acusação conspiratória , e se comporta como um drama de ação e heroísmo que tem
agradado a maioria dos críticos americanos.
Mais perturbador, para mim, foi o fato de Stone ter concordado com a Paramount quando o estúdio
contratou os marketeiros ultra-conservadores do Creative Response Concepts – os caras que, entre outras coisas, engendraram a campanha de difamação de John Kerry, opositor de Bush nas últimas eleições – para ajudar a vender o filme à direita do espectro político, inclusive fazendo relações públicas com a Casa Branca e assessorando Stone em respostas “não políticas” em suas conversas com a mídia.
Para versões mais, digamos assim apimentadas dos eventos daquele dia terrível, existe uma variedade de filmes-denúncia de toda qualidade política, conceitual, estética e ética. Meu favorito é
Loose Change, o mais bem acabado e consistente de todos, motivo até de uma
boa matéria na revista Vanity Fair.
A versão fictícia, em As Torres Gêmeas....
...e real, na capa do DVD Loose Change...
... de um dia terrível, assunto de um comportado Oliver Stone.
09/08/2006
SCORSESE CAI NO ROCKMartin Scorsese, que começou sua carreira como operador de câmera num dos maiores concertos de rock do mundo _ o festival de Woodstock _ e assinou, como diretor, alguns dos mais importantes documentários do gênero, vai voltar em grande estilo: ele vai dirigir a filmagem do show dos Rolling Stones que vai marcar
a super festa de aniversário do ex-presidente Bill Clinton. Clinton, exemplar típico da geração
baby boom, completará 60 anos no dia 29 de outubro e, como se vê, escolheu uma celebração à altura.
Recomenda-se muita calma e/ou ótimos contatos aos stonemaníacos mais inflamados: o show, no teatro Beacon de Nova York, é apenas para convidados. Aguardem o DVD.


Scorsese, Clinton e seus amigos: um felicíssimo aniversário, capturado em filme
08/08/2006
HOLLYWOOD CORRE ATRÁS DOS JOVENSPor que os jovens não vão mais ao cinema? Ou pelo menos _ por que não vão tanto como iam os jovens de gerações anteriores?
Essa, na verdade é a grande pergunta que Hollywood vem se fazendo há cinco anos, desde que uma situação inevitável _ a saturação do rico mercado interno que sempre foi a base da sua estrutura econômica _ acelerou-se com a velocidade de uma queda no abismo. Desde os anos 70, quando o arrasa quarteirão de meio de ano foi descoberto por acaso, e o público de 12 a 24 anos tem sido a verdadeira galinha dos ovos de ouro da indústria. Até que uma verdadeira conspiração de fatores começou a corroer esta base tão lucrativa.
Agora, uma
vasta pesquisa realizada pelo Los Angeles Times e pelo Instituto Bloomberg começa a quantificar as respostas _ meio óbvias, aliás: os jovens não vão mais ao cinema basicamente porque a relação custo-benefício não compensa. As entradas são muito caras, as sessões, pulverizadas por anúncios e papos paralelos na platéia, e pipoca e refrigerantes estão a preços proibitivos. Além do mais, todo esse investimento pode ser arriscado, já que muito filme não vale mesmo o alto preço do ingresso. Entretenimento em casa ou em movimento _ no celular ou palmtop _ é a melhor opção para este público. Os filmes? Só se forem muito bons _ uma decisão tomada pela recomendação de amigos, e não como resultado da barragem da mídia.
Com tantas opções, por que ir ao cinema?Foto: LATimes.com
07/08/2006
SINAL DOS TEMPOS
Os vizinhos de Mel Gibson em Malibu devem ter muito tempo livre... (não, isto não é photoshop...)
07/08/2006
ESTRELAS DEFENDEM MEL GIBSONMel Gibson tem pelo menos um amigo poderoso, aliás amiga: Jodie Foster. Enquanto um bando de seus teoricamente colegas na indústria se apressavam a
flagelá-lo publicamente _ uma estratégia que, como todos em Hollywood sabem, tem fins nada elevados que incluem a baixa do cachê e do poder de negociação de um profissional _ Jodie tomou a dianteira para
dizer ao Los Angeles Times que Mel (com quem ela trabalhou em
Maverick, 12 anos atrás) era “um ótimo profissional, um amigo” embora “o alcoolismo seja um problema para ele e para sua família”. O produtor Dean Devlin (
Independence Day,
O Patriota) que é judeu, também adicionou sua voz ao coro de apoio a Mel, na mesma matéria do Los Angeles Times _ Gibson, aliás, é uma das estrelas que aparecem no interessantíssimo e provocante documentário
Quem Matou o Carro Elétrico? produzido por Devlin. “Mel é meu amigo há muitos anos. Se ele é um anti-semita, o que está fazendo frequentando minha casa?”
Por favor, por favor, por favor, Mel: fecha a boquinha agora, tá?
04/08/2006
MEL GIBSON DE CASTIGO HÁ UMA SEMANAEsta, sem dúvida, foi a semana Mel Gibson. Sexta passada o ator/diretor
batia de frente com a polícia em Malibu, na Pacific Coast Highway, a avenida que contorna a orla marítima de Los Angeles. Nos sete dias seguintes
Hollywood pipocou com denúncias, ataques, contra-ataques, paródias, chistes, especulações.. e
camisetas. O site da revista Us montou um
filmete assustador com a involução da cara do astro, e o You Tube teve piques do clipe de
Gibson no South Park, um clássico de dois anos atrás.
E agora? Mel foi indiciado por dirigir embriagado, está internado numa clinica, e tem um filme estourando nos cinemas em três meses. Só então vai dar para saber se o episódio em Malibu foi ou não uma máquina mortífera para sua carreira.
As camisetas do momento em Hollywood