28/08/2006
A GUERRA DAS PAULAS, A NOVA ORDEM DOS FATORES E MAIS BABADOS DA NOVELA TOM CRUISEAparentemente, todo mundo estava ligado nos Emmys, mas na verdade o assunto que não saía das conversas e telefonemas era, ainda o affair Tom Cruise-Paramount . Algumas coisas que pipocaram no fim de semana:
- Independente de novas políticas de austeridade _ marca da administração de Brad Grey na Paramount_ Paula Fortunato, esposa do chefão da Viacom, de Sumner Redstone, é quem pode
ter começado a coisa toda. Paula _ que tem tão poucas papas na língua quanto seu marido _ teria ficado indignada com a entrevista em que Tom Cruise fez duras críticas a Brooke Shields por ter usado remédios anti-depressivos depois do parto (a Cientologia é vigorosamente contra qualquer medicamento de uso psiquiátrico). “Isto é um absurdo”, teria dito a Sra. Redstone ao seu maridão. “Nunca mais quero ver um filme de Tom Cruise”. Juntou-se uma coisa a outra e…foi a guerra das Paulas, a Fortunato de um lado, a Wagner do outro…
- Tom Cruise e Katie Holmes
foram vistos (e seguidos por um batalhão de paparazzi) entrando num prédio luxuoso de escritórios do bairro de Santa Monica, que abriga as sedes corporativas do canal HBO e da Yahoo. Terry Semel, ex-presidente da Warner e atual chefão da Yahoo, é um velho amigo de Cruise. Novos deals podem estar a caminho, mas os observadores de plantão foram rápidos em notar a mudança da ordem dos fatores _ o astro indo até o executivo, e não vice versa, como era o costumeiro..
- Gil Cates, veterano produtor de vários Oscars e muitos outros eventos, e macaco velho da indústria,
se recusou a ver sinais apocalípticos na litigiosa separação. “Essas coisas acontecem, são normais. Não creio que haja significados ocultos no que Sumner decidiu e falou _ ele é assim mesmo há muito tempo.”
Paula Wagner e Tom Cruise, em dias mais amenos
25/08/2006
FERNANDA MONTENEGRO GOES TO HOLLYWOODFinalmente um bom papel hollywoodiano para nossa atriz maior! É muito bom saber que Fernanda Montenegro
assinou mesmo com a adaptação tela grande da obra prima de Gabriel Garcia Marquez,
Amor Nos Tempos do Cólera, que Mike Newell (
Harry Potter e o Cálice de Fogo) começa a filmar no próximo dia 4 em Cartagena. Colombia. No papel de Ariza, mãe de Florentino, Fernanda vai se juntar a um interessante elenco multinacional que inclui Javier Bardem (Florentino), John Leguizamo, Catalina Sandino Moreno (Hildebranda), Benjamin Bratt (Dr. Urbino) e Hector Elizondo. A produtora é a Stone Village, e o roteirista, o mesmo Ron Harwood oscarizado por
O Pianista. A distribuição será da New Line.
Desde a vitória de
Central do Brasil no Globo de Ouro e sua indicação ao Oscar pelo filme de Walter Salles, Fernanda tem estado nas listas de elenco-dos-sonhos de todo mundo que é alguém na indústria. Ela é que tem dito "não" porque, como me disse uma vez, só lhe ofereciam papéis de "índia velha, desdentada, de tranças, que fica sentada na praça do pueblo". Agora, finalmente, nossa diva tem o papel cinco-estrelas que merece...
Fernanda: até que enfim um projeto à altura
24/08/2006
"UM ATOR VIÁVEL"A situação entre Tom Cruise, sua sócia Paula Wagner e a Paramount está longe de sossegar. Paula _ que , só para complicar as coisas, é casada com o agente de Cruise _ passou o dia de ontem
disparando entrevistas em todas as direções, garantindo que foram eles que deram as costas ao estúdio quando os termos da negociação se tornaram “ridículos” e que a coisa toda foi “grosseira” e “absurda”. O mega-produtor Jerry Bruckheimer, cuja parceria com Tom rendeu uma sucessão de arrasa-quarteirões a começar por
Top Gun veio publicamente defender o astro, dizendo o que é o maior elogio em Hollywood _ que ele é “um ator viável”.
Os analistas estão tentando entender o evento como um oráculo do futuro da indústria. A era da super-estrela estaria
com os dias contados? Num mercado cada vez mais apertado, os estúdios estariam
cada vez mais relutantes em colocar recursos em um relacionamento apenas, em vez de dividi-los entre vários, menos custosos? O ator digital parece cada vez mais atraente? Depois de um certo nível de celebridade e custo, ser simpático é mandatório?
E sobretudo _ o que vai acontecer com Tom Cruise, Paula Wagner e os projetos deles?
Num sinal do que o mundo dos negócios pensa da separação Cruise/Paramount, as ações da Viacom, nave-mãe do estúdio, subiram de cotação em Wall Street depois do anúncio do final do contrato com a Cruise/Wagner.
Perguntado pelo New York Times sobre que efeito a separação poderia ter no estúdio, em termos de business, um analista de mercado não hesitou: "Um efeito positivo, sem dúvida."

Inimigos, aliados: Tom Cruise e Sumner Redstone, presidente da Viacom, na premiere de Missão Impossível III; Jerry Bruckheimer e Tom no set de Top Gun, em dias mais felizes
23/08/2006
PARAMOUNT CHUTA CRUISEAcabou mesmo,
e acabou mal, o longo e lucrativo acordo entre a Paramount e Tom Cruise. Numa entrevista ao
Wall Street Journal (para vocês verem o que cinema significa quando é mesmo uma indústria), Sumner Redstone, chefão da Viacom, conglomerado ao qual a Paramount pertence, citou expressamente o bizarro comportamento de Cruise e sua fanática propaganda da Cientologia, nos últimos anos, como motivo central do fim do acordo de 14 anos entre o estúdio e a Cruise/Wagner, produtora do astro.
A crise entre Tom Cruise e a Paramount precisa ser vista com a perspectiva da indústria. Em julho de 1992, quando Cruise e sua então agente, Paula Wagner, fecharam negócio com o estúdio _ que cobriria todas as suas despesas fixas em troca do direito de distribuir seus filmes _ Hollywood vivia uma era de vacas gordas, e Cruise era um ator ainda jovem, recentemente indicado ao Oscar por
Nascido a 4 de Julho e a caminho de uma interpretação elogiada em outro filme indicado,
Questão de Honra. Isso, além do mega-sucesso de bilheteria em filmes pipoca como
Top Gun e
Cocktail. Cruise era visto como uma “propriedade quente”, na qual valia a pena investir a longo prazo.
Em julho de 2006, quando o contrato entre a Cruise/Wagner e a Paramount se encerrou, todos os estúdios passam por apertos de cinto e re-engenharias. A era digital está comendo Hollywood pelas bordas, a internet ainda se parece mais com uma esfinge que não dá para ser decifrada, o público tem gostos volúveis. Todos os grandes estúdios, especialmente a Paramount, estão revendo seus contratos de produção com grandes estrelas, à luz do custo e benefício. Quando um Tom Hanks tem um contrato de 2 milhões de dólares de custos fixos e produz títulos de orçamento razoável e bom desempenho como
Casamento Grego e a série de TV
Band of Brothers ( e ainda por cima não pula no sofá da Oprah...) e um Tom Cruise tem 10 milhões de custos fixos e vira assunto de piada no mundo todo, os executivos ficam muito, muito nervosos.
Durante três semanas Cruise, Wagner e seus representantes tentaram negociar com a Paramount . Segundo o
Los Angeles Times, o estúdio ofereceu um acordo semelhante ao de outras celebridades-produtoras _ 2 milhões de despesas fixas, mais um fundo de caixa de 500 mil dólares ano. Mas Cruise considerou a oferta quase uma ofensa pessoal _ de 10 para 2.... em Hollywood isso poderia ser visto como decadência, ainda mais depois das repetidas crises dos últimos meses....
Paula Wagner tem soltado o verbo contra o estúdio e sua diretoria, e garante que a produtora já levantou 100 milhões de dólares com investidores particulares para produzir seus projetos independentemente. Muita gente em Hollywood
duvida.
Isso vai longe...
Tchaaaaaauuuuu Paramount!
22/08/2006
DE OLHO EM TORONTOAcrescentem à sua lista de “nomináveis”:
Infamous, o “outro Truman Capote”, com Sandra Bullock e Toby Jones,
Penelope, um conto de fadas contemporâneo com Christina Rocci e Reese Witherspoon, e
Breaking and Entering, o novo filme de Anthony Minghella, com Jude Law e Robin Wright Penn; e coloquem pontinhos extras em
Babel e
A Good Year (Russel Crowe e Ridley Scott juntos de novo, na Provença).
Todos estes filme se estarão no
Festival de Toronto, que começa no próximo dia 7,e que
acaba de anunciar sua seleção oficial. Toronto é, tradicionalmente, a primeira prévia de títulos com potencial para prêmios, e todas as campanhas sérias rumo ao ouro começam neste simpático festival, superbem organizado e, pela proximidade, extremamente conveniente para ternos e terninhos Armani vindos de Hollywood. Os prêmios importam pouco _ o que vale, e o que os fãs gostam de seguir, é o índice de zum-zum e comentário que cada título provoca. Olho vivo, faro fino!




Reese e Ricci em Penelope, Russel em Good Year, Brad em Babel, Jude e Robin em Breaking, Toby e Sandra em Infamous: a estrada para as indicações começa em Toronto
22/08/2006
O VILÃO DO ANO?Yoko Ono está furiosa _ vêm aí não um, mas dois filmes sobre o assassinato de John Lennon, ambos do ponto de vista do assassino, o maluco nada beleza Mark Chapman. O independentíssimo
The Killing of John Lennon , escrito e dirigido por Andrew Piddington (que vem da boa escola da TV, estreando na tela grande) causou furor no Festival de Edinburgo, e ganhou uma
crítica entusiasmada da Variety, que destaca o vigor da narrativa e o desempenho de Jonas Ball como Chapman.
Um pouquinho mais abastado (mas não muito),
Chapter 27 tem outro estreante atrás das câmeras _ Jarrett Schaeffer _ e duas estrelas liderando o elenco: Jared Leto como Chapman, e Lindsay Lohan como a amiga dele, Jude.
Chapter 27 está em finalização e ainda não tem data marcada para estréia nos EUA, mas já está gerando boca a boca para Leto como um “indicável” desta temporada.
Concordo que além do papel ser do tipo “delícia de ator”, Leto tem um “plus a mais” (literalmente): ele engordou mais de 30 quilos para viver o rechonchudo Chapman. E quando foi emagrecer tudo rapidinho para o papel seguinte desenvolveu uma séria condição renal conhecida popularmente como gota, onde o ácido úrico se deposita nas articulações, provocando dores terríveis. É o verdadeiro “sofrer pela arte”.
Jared Leto (com Lindsay Lohan) em Chapter 27: 30 quilos a mais, sofrimento e boca a boca positivo
21/08/2006
A VOLTA DA DUPLA DEPP_BURTONDepois de um pirata fantasma, um barbeiro assassino: a escolha perfeita para Johnny Depp, que nunca teve medo de papéis esquisitos. Muito pelo contrário _ é a seriedade com que Depp encara e compõe as propostas mais inusitadas que o transformou no preferido de diretores fora do esquema como Tim Burton, John Waters, Terry Gilliam e Roman Polansky. E é com Burton mesmo que Depp
vai voltar a fazer dobradinha para levar à tela ao história do barbeiro
Sweeney Todd, que, na Londres vitoriana, usa sua navalha para empreitadas nada estéticas.
A saga de Sweeney Todd , musicada por Stephen Sondheim, é um dos clássicos da Broadway e Burton vai com tudo na adpatação _ Depp, que tem uma banda de rock como hobby e já cantou em cena na versão teatral de
Cry Baby, vai interpretar todas as canções do filme. Uma escolha do próprio Depp, e um dos motivos para a entrada de Tim Burton no lugar do inglês Sam Mendes que há dois anos vinha batalhando para dirigir o projeto.
Sweeney Todd começa a ser filmado no começo de 2007, e o objetivo é que emplaque na temporada dourada do final do mesmo ano.
Johnny Depp, cantando e retalhando. E o que está acontecendo com os dentes?
20/08/2006
SERPENTES COM POUCO VENENOSamuel L. Jacksom, sempre de bom humor, foi à premiere com um charmoso réptil enrolado no braço. A New Line aumentou o gás na internet e, como é de praxe em filmes deste tipo (tipo B, caso você esteja se perguntando...) não fez exibições para a imprensa. Os críticos repetiram o que todo mundo já sabia: que
Serpentes a Bordo era tão ruim que, obviamente, se tornava bom. Mesmo assim, o esperadíssimo thriller ofídio
não chegou exatamente onde toda a badalação prometia. Sim, foi para primeiro lugar mas não, não atingiu a bilheteria de 20 milhões de dólares com que a New Line contava _ 15.3 milhões é seu total neste fim de semana de estréia. Mas não deixa de ser um interessante estudo sobre o real poder do marketing viral... Podem ficar sossegados que muitos mais virão.
Samuel e seu par na première Foto: LATimes.com
18/08/2006
LEÃO MORDE ESTRELASDaqui a pouco mais de duas semanas termina a temporada dos filmes pipoca e começa a brigalhada pelos prêmios _ no dia 4, primeira segunda feira do mês de setembro, Dia do Trabalho nos EUA. Campanhas já estão montadas e os primeiros favoritos já se ajeitam nas
pole positions , mas a grande notícia por enquanto é... o imposto de renda. Num gesto sem precedentes, a
Academia acaba de fechar um acordo com o Fisco americano, e , a partir deste ano, as valiosíssimas “sacolas de brindes” com que todo ano apresentadores e indicados são mimoseados serão sujeitas a impostos. E para ter certeza de que as estrelas vão honrar o acordo, cada pacote de brindes virá acompanhado de um formulário do Ministério da Fazenda norte-americano, que cada astro deverá assinar para receber seus presentinhos. A devassa não se limitará à Academia e, com o apoio da produção do Oscar,se estenderá às cada vez mais numerosas “suítes de presentes” com que empresas acolhem e mimam as estrelas nos dias que antecedem a festa.
O Leão americamo tem razão para tanto apetite: há muito tempo os saquinhos de brindes são, na verdade, belas bolsas Vuitton e Hermes recheadas de produtos caros, peças luxuosas de vestuário, Ipods, blackberrys e outros brinquedinhos high tech, além de vales-brinde de viagens a locais exóticos. Um bom exemplo é o pacotinho que , num gesto super elegante, George Clooney doou para leilão em benefício da reconstrução de Nova Orleãs. A “bolsinha” que mimoseou o oscarizado ator coadjuvante deste ano continha um BlackBerry 8700c, um quimono de seda pura e um colar de pérolas taitianas, entre outros brindes, e alcançou mais de 45 mil dólares no leilão.
A iniciativa de procurar o Fisco este ano, depois da festa, foi da própria Academia, ao notar que, na sede de conseguir oportunidades de marketing junto às estrelas, as empresas estavam cada vez mais agressivas e esbanjadoras com seus brindes. “Não ia demorar nada para que automóveis começassem a ser distribuídos”, disse um dos produtores das “bolsinhas”.
Como The Lion gostou muito _ “é uma mensagem para o público: as estrelas não estão isentas de seus deveres como cidadãos”, disse um representante do Fisco _ as demais festas de prêmios começarão a receber o mesmo tipo de fiscalização. Inclusive os Emmys no próximo dia 27...
Clooney no Oscar deste ano: brindes no valor de 45 mil dólares
17/08/2006
JANIS NA TELA, AFINALLindsay Lohan ficou passada. Britney Spears, Nikka Costa e Scarlett Johansson também, mas quem mais reclamou foi Pink , que há quase dois anos era anunciada para o cobiçado papel. Mas
Zooey Deschanel é quem viverá Janis Joplin em
The Gospel According to Janis, uma das duas cinebios da lenda do rock que estão em produção. Penelope Spheeris, ela mesma uma veterana do rock (diretora do clássico documentário punk
O Declínio da Civilização Ocidental), é quem pilota Gospel, e as filmagens começam em novembro, com previsão de lançamento em 2008. Zooey _ que foi a irmã aeromoça do garoto de
Quase Famosos _ tem treinamento como cantora e impressionou todo mundo nos testes de elenco, que Pink, furiosa, chamou de “um circo”.

Para conferir: Zooey e Janis. Convence?