10/12/2006
TRES A ZERO PARA CLINT
Letters from Iwo Jima - mas não A Conquista da Honra - também aparece na lista dos 10 Melhores Filmes de 2006 do American Film Institute. A lista é em ordem alfabética dos títulos em inglês e, embora seja escolhida por um pool de votantes diferente da Academia e da HFPA, tem pontos de contato principalmente com a primeira.

Para o AFI os 10 melhores filmes do ano, sem ordem de preferência são Letters from Iwo Jima, Borat, Pequena Miss Sunshine, Babel, O Plano Perfeito, Vôo United 93, Half Nelson, Happy Feet- O Pingüim, O Diabo Veste Prada e Dreamgirls. Scorsese e Os Infiltrados ficaram de fora, assim como A Rainha e Apocalypto.

Está ficando interessante, essa disputa...


Polos opostos e favoritos: Borat, Iwo Jima
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10/12/2006
DOIS A ZERO PARA CLINT
Letters from Iwo Jima acaba de ser escolhido o melhor filme de 2006 pela Associação de Críticos de Los Angeles. A Rainha, de Stephen Frears, ficou com quatro distinções: segundo melhor filme do ano, melhor atriz para Helen Mirren, melhor ator coadjuvante para Michael Sheen e melhor roteiro. O melhor diretor de 2006 para os críticos de LA foi Paul Greengrass por Vôo United 93, com Clint Eastwood vindo logo atrás por Letters e A Conquista da Honra. Sacha Baron Cohen foi apontado o melhor ator por Borat, com Forrest Whitaker vindo logo atrás por O Ultimo Rei da Escócia. Penelope Cruz , por Volver, foi a segunda melhor atriz depois de Helen Mirren.

Notem que estas são láureas sem prêmios, e escolhidas estritamente por críticos _ uma galera bem diferente da que aponta os Oscars. Mas, de todo modo, têm peso... e muito
.

Clint no set de Letters: melhor do ano para os críticos de LA
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10/12/2006
A DOCE (E SANGRENTA) VINGANÇA DE MEL GIBSON
Incrível: Apocalypto, o sangrento épico de Mel Gibson, é o campeão da bilheteria neste disputado final de semana. Com mais de 14 milhões de dólares em ingressos vendidos, o filme de Mel passou fácil seus principais competidores, a comédia romântica The Holiday (11 milhões de dóalres) e, sobretudo, o ultra-high-profile Diamante de Sangue, estrelado por Leonardo di Caprio, que ficou em terceiro com pouco mais de 8 milhões de dólares.

Recapitulando por que este feito é extraordinário: Apocalypto é falado inteiramente em dialeto maia, se passa no período da decadência da grande cultura pré-colombiana, e tem tantas cenas de tortura e morticínio que , parafraseando uma antiga expressão da mídia, se espremido, o celulóide certamente esguichará sangue. Além do mais, seu diretor está oficialmente em desgraça há seis meses, desde sua prisão por dirigir bêbado, seguida de uma série de besteiras ofensivas a vários grupos de pessoas.

Para quem se perguntava – e muita, muita gente na indústria se inclui neste grupo – se Apocalypto seria o fim ou o renascimento de Mel Gibson, os números começam a dar a resposta. Ainda mais num fim de semana em que as indicações para os Globos de Ouro estão se definindo...

Mel no set e uma cena de Apocalypto: vitorioso
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08/12/2006
A AGENDA DE GEORGE
Hoje é sexta feira, dia de encerrar a semana falando de George Clooney. Não se preocupem com ele, fãs _ a noite de balada com Danny de Vito não prejudicou nem um pouco o prestígio do astro-diretor. A agenda de Clooney está fechada até 2009, com projetos muito interessantes tanto como ator quanto como cineasta.

Ele vai produzir e estrelar a adaptação de White Jazz,a novela final do quarteto noir de James Ellroy _ Clooney fará um policial corrupto envolvido numa trama de influência política na LA dos anos 50, com Joe Carnahan (Narc) na direção. Logo a seguir, será vez de Clooney ficar atrás das lentes em The Belmont Boys, uma história com alguma semelhança com a série Onze Homens...: a saga de sete ladrões que evoluem de bater carteiras a grandes golpes. Clooney, se trabalhar como ator, ficará com uma ponta _ ele quer “sete atores extraordinários” para os papéis.

Antes de tudo isso, é claro, Clooney volta a trabalhar com irmãos Coen em Burn After Reading, que começa a ser filmado ano que vem. E ainda existe o best seller The Innocent Man, de John Grisham, que a nova produtora de George, a Smoke House, opcionou por bom dinheiro, e que ainda está nos primeiros estágios do desenvolvimento.

Um rapaz muito ocupado

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06/12/2006
UM A ZERO PARA CLINT
Letters from Iwo Jima acaba de ganhar seu primeiro prêmio: foi escolhido melhor filme do ano pelo National Board of Review. Martin Scorsese foi o melhor diretor por Os Infiltrados, Helen Mirren a melhor atriz por A Rainha e Forrest Whitaker o melhor ator por O Ultimo Rei da Escócia.

Façam suas apostas, senhoras e senhores....
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06/12/2006
O BICHO JÁ PEGOU!
Quando o mergulhador-diretor-aspirante Chris Kentis e sua parceira mergulhadora-produtora aspirante Laura Lau gastaram seus suados 120 mil dólares para realizar Mar Aberto, parte intrínseca do projeto era mostar como ambos tinham condições de levar à tela uma outra história de terror oceânico _ a tragédia do navio americano Indianápolis que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi torpedeado pelos japoneses e teve praticamente todos o seus sobreviventes devorados por tubarões.

Como quase todos nós. Kentis e Lau ouviram a história pela primeira vez contada (magnificamente, aliás) por Quint, o vleho lobo do mar vivido por Robert Shaw em Tubarão. Só que os dois ficaram um pouquinho mais obcecados que a maioria... e agora terão seus desejos realizados: acabam de fechar um deal com a Warner para escrever, dirigir e produzir uma adaptação do livro In Harm´s Way, que reconstrói as medonhas últimas horas dos sobreviventes do Indianápolis.

O projeto quase foi realizado cinco anos atrás com Mel Gibson estrelando e produzindo, mas acabou morrendo na praia. Agora, está indo adiante a toda velocidade, até porque a Universal tem um projeto rival, contando a saga do Indianápolis sob um diferente ponto de vista, e com J. J. Abrams na direção. É a volta do tubarão em grande estilo!

Kentis e Lau durante as filmagens de Mar Aberto: a volta do tubarão
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05/12/2006
OS BICHOS VÃO PEGAR?
Carros ou bichos? Este parece ser o grande dilema das indicações aos troféus Annie deste ano. Os Oscars da animação estão claramente divididos entre o favorito Carros, da Pixar, _ nove indicações, inclusive para as duas mais nobres, melhor filme e melhor diretor para John Lasseter, sócio-fundador do estúdio que redefiniu o jogo da animação _ e um punhado de longas de animação onde bichos fofos e falantes são as estrelas: Por Água Abaixo, da Aardman, com oito indicações, Os Sem Floresta, O Bicho Vai Pegar e, é claro, Happy Feet o Pingüim. Correndo por fora vem A Casa Monstro, sem veículos ou bichos fofos.

Os Annies , da Sociedade Internacional do Filme de Animação, são distribuídos desde 1972, mas ganharam especial notoriedade a partir de 2002, quando a Academia finalmente entrou no século 21 e criou uma categoria só para longas animados. Há quatro anso o vencedor do Annie leva também o Oscar.

Os Annies serão entregues dia 11 de fevereiro em Burbank, em Los Angeles.

Álcool, gasolina ou....: os favoritos Carros, Água, Bicho e Happy Feet
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04/12/2006
UMA FESTA PARA BILLY
As estrelas desceram rapidinho sobre o tapete vermelho para homenagear uma pessoa muito especial e um lugar superbacana _ o cinema Billy Wilder, no coração do Museu Armand Hammer, em Los Angeles. O cinema state-of-the art, com 295 lugares, vai funcionar como a sala de exibição do Arquivo de Cinema e Televisão da Universidade da Califórnia em Los Angeles, a UCLA, cujos ciclos retrospectivos e de apresentação de novos cineastas são parte obrigatória do calendário cinéfilo de uma cidade onde cinema é religião. Entre os fãs de bom cinema que compareceram à festança de inauguração: Oliver Stone e os casais Warren Beatty-Annette Benning e Cameron Crowe (o mais descabelado fã de Billy Wilder do planeta) - Nancy “Heart” Wilson. Billy ergueria um Martini para brindar, com certeza.

O cinema Billy Wilder...

e seus ilustres convidados: Stone, Beatty, Benning, Crowe e Wilson
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01/12/2006
O SUCESSO MUDOU SCORSESE
Uma coisa muito engraçada aconteceu a Martin Scorsese com o mega-sucesso de Os Infiltrados: ele voltou atrás em uma decisão, algo que, eu garanto a vocês, ele não faz com muita freqüência... Aquela história de “vou dar um tempo em grandes filmes de estúdi” , que ele repetia com tanto entusiasmo na época do lançamento de Infiltrados foi temporariamente adiada _ Marty acaba de fechar um belo contrato de quatro anos com a Paramount, incluindo filmes, TV, e projetos digitais para DVD e internet. Em troca da prioridade em trabalhar com Scorsese, a Paramount cobre todas as suas despesas, dentro do confortável limite de 2.5 milhões de dólares ao ano (um quinto das despesas de Cruise _ será que a Paramount fez bom negócio?)

O primeiro projeto do pacote será The Last Duel, adaptação tela grande do best seller histórico de Eric Jager sobre a derradeira disputa entre cavaleiros, ocorrida na França de 1386. É a primeirinha de Marty no mundo medieval _ uma proposta fascinante. Antes de atracar com o Duel, contudo, Scorsese termina o documentário sobre os Rolling Stones que está fazendo também para a Paramount, que não vi mas já adorei.

Scorsese com Leo e Matt no lançamento de Infiltrados, e a capa de The Last Duel: mudou de idéia
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30/11/2006
CINEMA POLUI
A indústria cinematográfica é a segunda maior poluidora do município de Los Angeles, atrás apenas da indústria petrolífera. A conclusão é de um estudo da Agência do Meio Ambiente do Sul da Califórnia, e está reverberando com grande impacto por Hollywood. O cinema polui o ambiente (dependendo do filme pode poluir outras coisas mais sutis, como corações e mentes, por exemplo) movimentando constantemente grandes grupos de pessoas em automóveis, vans, ônibus, helicópteros, aviões e trailers de luxo, climatizados; utilizando continuamente geradores portáteis de eletricidade de grande potência; criando montanhas de lixo nem sempre reciclável; e trabalhando num regime quase de 24 horas por dia em prédios climatizados, com imenso consumo de energia.

A ironia, é claro, é que a causa verde é a que mais atrai celebridades _ George Clooney, Leonardo di Caprio, Cameron Diaz, Cate Blanchett e Harrison Ford são algumas das estrelas que doam tempo, talento e dinheiro para fundações de perservação do meio ambiente. Leo e Cameron dirigem carros híbridos, de baixíssima emissão, e Leo será um dos anfitrioões de um grande espetáculo de moda e design ecológicos, em San Francisco, agora em dezembro.

Como resolver essa contradição? Estúdios e produtores estão, cada vez mais, encomendando estudos de impacto ambiental de suas empresas e projetos e tomando medidas para “zerar” a poluição causada. Um recurso comum é plantar uma quantidade de árvores proporcional à poluição gerada, coisa que já fazem as principais agências de talento da cidade. Syriana foi uma produção “poluição zero”, com rígidas medidas de controle de lixo e um programa maciço de plantação de árvores.

Não é a toa que o muso do momento em Hollywood é Al Gore...


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