04/01/2007
AGORA, AS ESCOLHAS DOS ATORES
Babel, Pequena Miss Sunshine, Bobby, Dreamgirls e Os Infiltrados: para a Screen Actors Guild, a entidade de classe dos atores, estes foram os filmes onde o trabalho da categoria melhor brilhou em 2006. Os cinco foram indicados para o que muitos consideram o maior troféu dado pela SAG, o de "melhor desempenho coletivo de elenco num longa". As indicações foram anunciadas há pouco em Los Angeles, e destacaram também Leonardo di Caprio (dose dupla, como nos Globos, por Infiltrados e Diamante de Sangue), Helen Mirren (a Rainha do ano, na TV - como Elizabeth I - e no cinema, como Elizabeth II), Penelope Cruz, Forrest Whitaker e Peter O'Toole.

Os SAG Awards serão entregues dia 28 de janeiro no Shrine de Los Angeles. Olho vivo: ultimamente, quem leva o prêmio de melhor elenco coletivo tambem leva o Oscar de melhor filme...


Di Caprio em Infiltrados e Diamante: dose dupla para os colegas, também
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04/01/2007
APRENDA A MEDITAR COM DAVID LYNCH
David Lynch não está mais pelas esquinas de Los Angeles- agora ele está nas livrarias e teatros, promovendo seu novo livro: Catching The Big Fish- Meditation, Consciousness and Creativity. Embora parcialmente autobigráfico, Fish é sobretudo a respeito do tema favorito de Lynch hoje em dia: meditação transcedental. É isso mesmo, meditação, aquela divulgada pelo Maharishi Mahesh nos anos 60 e abraçada fervorosamente pelos Beatles e os Beach Boys.

No livro e em entrevistas, Lynch admite que, em 1968, sua primeira reação `as idéias do Maharishi foi “vomitar de repulsa”. “Eu detestava a idéia de harmonia, acreditava que precisava de um certo gume para poder criar.” Quatro anos depois, em 1972, Lynch sucumbiu ao apelo do “silêncio da mente” e, garante, vem praticando meditação todos os dias, desde então. “É o que mais me auxilia no processo criativo.”

Lynch é tão confiante nos poderes a meditação que criou a Fundação David Lynch, destinada a divulgar a técnica e proporcionar bolsas de estudos para adolescentes e jovens que desejem aprender a meditar: “É o antídoto mais poderoso para o stress”.


Lynch e seu livro: do vômito `a iluminação


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03/01/2007
AS ESCOLHAS DOS PRODUTORES
Babel, A Rainha, Pequena Miss Sunshine, Os Infiltrados, Dreamgirls : estes são os melhores filmes de 2006 para os três mil e tantos integrantes da Producers Guild of America, a organização de classe dos produtores cinematgráficos. Todo ano a PGA indica cinco filmes para seu prêmio – que será entregue no próximo dia 20 em Los Angeles – e em geral seus vencedores fazem dobradinha com os Oscars, direto, por razões de simples matemática: todos esses 3000 e trocado são membros da Academia, e se repetem os votos…

Nos ultimos dois anos, contudo, eles não repetiram: em 2006 a PGA escolheu O Segredo de Brokeback Mountain, e não Crash-No Limite, e em 2005 optou por O Aviador e não Menina de Ouro.

Como será este ano?
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02/01/2007
DEU BAIXO ASTRAL NO ZODIAC DE DAVID FINCHER
Vi algumas sequências de Zodiac, o novo filme de David Fincher, e fiquei bem impressionada – e olha que não sou dessas “fãs automáticas” de Fincher. Estou até agora tentando entender o que houve com esse filme – até meados de 2006 Zodiac era um filme cheio de buzz, no qual muita gente séria punha várias apostas para indicações e prêmios. O tema – a história da caçada ao serial killer mais famoso de San Francisco nos anos 70, cujo caso permanece sem solução até hoje – o diretor, o elenco (Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr., Chloe Sevingy, Anthony Edwards, Mark Ruffalo, Clea Du Vall) e, como se tudo isso não bastasse, o fato de ser o primeiro longa americano inteiramente rodado com a super câmera digital Viper FilmStream davam água na boca dos insiders.

De repente, Zodiac foi para a geladeira. Pior: foi empurrado para um lançamento em março (2 de março nos EUA, 9 de março no Brasil), mês historicamente hostil, um verdadeiro cemitério de elefantes. O que aconteceu? O que eu vi não justifica nada disso…


O Zodiac de David Fincher: o que aconteceu?
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31/12/2006
2006: O MEU PONTO DE VISTA
Esta é uma lista muito pessoal _ não são necessariamente os melhores filmes do ano, ou os mais importantes. São aqueles que falaram mais direta e imediatamente comigo, os que me tocaram coração e mente. Alguns também são importantes, outros são obscuros, alguns talvez nem tenham estreado no Brasil. Mas, para mim, eles são o ano de 2006, em nenhuma ordem especial:

Os Infiltrados – Martin Scorsese atende uma encomenda de um “filme comercial” e transcende todos os seus limites.

The Good Sheperd – A calma, terrível meditação de Robert De Niro sobre os mesmos temas de Infiltrados – verdade, mentira, confiança, traição. Belíssimo roteiro.

Happy Feet – Não sou capaz de resistir a pinguins que cantam My Way em espanhol.

Filhos da Esperança - O futuro já chegou, e não era nada como sonhávamos. E que fotografia!

Letters From Iwo Jima
– Quem é o inimigo? O que é heroísmo? O que é lealdade e honra?

The Descent – Um pequeno filme inglês sobre morte, loucura, e o lado sombrio da anima feminina. Muito melhor do que qualquer um desses japoneses.

A Rainha
– Por causa de Helen Mirren, minha deusa. A verdadeira musa do Hollywood Watch.

Curse of the Golden Flower
- Não é nem um dos melhores de Zhang Yimou, muito pelo contrário. Mas a palheta de cores e os temas de amor e traição repercutiram fundo em mim.

Half Nelson – O antídoto para todos esses filmes–dulcora sobre professores abnegados.

Volver – Almodovar me pega, sempre. Ainda mais com essas mulheres magníficas.

Pequena Miss Sunshine
– Pela alegre simplicidade – e a trilha do DevoTchka.

O Labirinto do Fauno
– Debaixo da ordem de ferro do patriarcado reinam outras leis, outros poderes...Onde mora o monstro, se não dentro de nós?

Um 2007 cinematográfico para todos nós!






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30/12/2006
OS DESACONTECIMENTOS DE 2006

Uma outra lista muito interessante ficou por conta da Variety: as grandes previsões e tendências para 2006 que se revelaram um tremendo tiro n’água. Algumas são locais demais para fazerem sentido fora de Hollywood, mas muitas são reveladoras do estado de coisas da indústria global do entretenimento.

Por exemplo:

Previsão: O consumo de cinema vai finalmente cair a níveis dramáticos, graças `a concorrência das midias digitais.
O que aconteceu: Nunca se consumiu tanto cinema quanto este ano nos EUA; os preços de ingresso estão estáveis, mas mesmo assim Hollywood vai fechar 2006 com 3% a mais de espectadores.

Previsão
:Um James Bond louro e mal visto pelos fãs vai enterrar a venerada franchise 007.
O que aconteceu: Cassino Royale foi um dos maiores sucessos internacionais do ano, estabelecendo Daniel Craig como O Bond do século 21. A Sony antecipa 500 milhões de dólares de renda no mundo todo – e as críticas altamente positivas dão um gostinho a mais de vitória (o imprevisível e geralmente carrancudo Owen Gleiberman da Entertainment Weekly chegou a escolher Cassino Royale como o melhor filme do ano…)

Previsão: A Internet é a única ferramente que realmente conta na hora de criar um super-sucesso.
O que aconteceu: Filmes cuja campanha foi inteiramente gerada na rede fracassaram ruidosamente – de Serpentes a Bordo ao justamente execrado Turistas.

O que mais vocês acham que desaconteceu este ano? Eu, sinceramente, senti falta de Tom Cruise nesta lista…



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29/12/2006
2006, UM PONTO DE VISTA: ALTMAN, DOCS, YOUTUBE...
Algumas listas interessantes pipocando na cidade nos derradeiros momentos de 2006. O American Film Institute divulgou os Momentos Significativos de 2006, o primeiro de uma série de listagens anuais que, daqui para frente, contribuirão para “compor um painel da eternamente mutável arte audiovisual no novo século."

Para o AFI, 2006 foi marcado por, entre outros:

*Clint Eastwood – declarado um “tesouro nacional” por seu tour de force duplo, especialmente Letters From Iwo Jima
*Robert Altman – que “ao morrer deixou-nos o legado de uma obra de excepcional diversidade”
*O documentário – o AFI destacou sobretudo Uma Verdade Inconveniente como prova do “renovado poder do gênero em encontrar seu público e esclarece-lo”
*You Tube – “o nascimento de uma nova era de midia participativa”
*A morte do video – “o VHS está morto, viva o futuro digital”
*A queda ética da TV – “os padrões do gosto e da ética nunca estiveram tão baixos”

Como isto é Hollywood, vai ter festa para entregar placas comemorativas destes “Momentos”. Será no próximo dia 12, no hotel Four Seasons de Beverly Hills. Quero ver quem vai aparecer para receber algumas dessas categorias..

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28/12/2006
UM PARA A LISTA - MESMO QUE ATRASADO
Lamento profundamente, lamento mesmo, não ter conseguido ver Children of Men a tempo de inclui-lo, em posição privilegiada, nas minhas listas de melhores de 2006. É um filme extraordinário, em todos os sentidos, que imediatamente, para mim, coloca Alfonso Cuaron na liderança de sua geração.

Por que este filme tão belo, tão urgente, tão perfeito para este ano de trevas, não está na ponta de todas as listas de possíveis oscarizáveis? Porque incomoda? Porque a Universal - como se comenta na indústria - não sabe o que fazer com ele?

Vejam, já.

Clive Owen e Claire-Hope Ashitey em Children of Men: extraordinário
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28/12/2006
EM 2006, SÓ DEU PINGUIM (QUASE) NA PRAIA DA ANIMAÇÃO
Ao contrário do Brasil, onde a animação marcou os maiores sucessos de blheteria do ano, nos EUA este foi um mau ano para o gênero: de 15 longas de animação lançados, apenas três fizeram sucesso de verdade. E - o que está causando muita, mas muita auto-análise em Hollywood - um deles foi realizado por um diretor , uma equipe e uma produtora que JAMAIS haviam se aventurado na animação: Happy Feet-O Pingüim, obra do australiano George Miller (cuja passagem mais próxima do gênero fora a cgi dos filmes do porquinho Babe) e a Village Roadshow/Animal Logic, ambas australianas. Os poderes estabelecidos de Hollywood - Disney, Pixar, a emergente DreamWorks - estão muito, muito preocupados.

Os outros dois desenhos que emplacaram em 2006 foram Carros (da Disney-Pixar) e A Era do Gelo 2 (da Fox). Os outros 12 títulos tiveram desempenhos abaixo do esperado - um fato inédito na história da animação.


Happy Feet: o triunfo do pingüim
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27/12/2006
PAUL THOMAS ANDERSON PROMETE "SANGUE" PARA 2007
Que tal um pouco de PT Anderson para encerrar o ano? As filmagens de There Will Be Blood terminaram em agosto, PT tirou um mes de férias na Europa e agora está no meio da finalização. Numa carta aos fãs, Anderson lamenta não ter podido lançar trabalho nenhum em 2006, mas garante um 2007 mais animado, com Blood nas telas. “Eu me sinto muito feliz, meio esgotado, um pouco enjoado da coisa toda mas cada vez mais empolgado pelo projeto.”, Paul diz na mensagem de fim de ano. E dá duas dicas: o melhor dvd do ano é “a coleção completa dos filmes de Preston Sturges” e o melhor filme de 2006, para ele, foi Pequena Miss Sunshine

Em tempo: Daniel Day Lewis está completamente irreconhecível em There Will Be Blood, no papel de Plainview, o homem que enriquece com petróleo na alvorada do oeste; e o filme tem um making of rodado por Austin Lynch, filho de David Lynch…

Correção básica: Daniel Day Lewis está super caracterizado, mas NÃO é esse aí da foto....os hwatchers, sempre vigilantes, estavam certos, e eu, redondamente enganada.... deve ser o fuso horário....

Reconheceu Daniel Day Lewis? Nem podia...este é Vincent Froio, que também está em Blood...
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