16/08/2007
DYLANESCO



Eddie Vedder, Jack Johnson, Los Lobos, Jeff Tweedy do Wilco, Tom Verlaine, Sufjan Stevens, Charlotte Gainsbourg, Cat Power, Yo La Tengo e Anthony and the Johnsons estão entre os responsáveis pelas 34 faixas de canções de Bob Dylan que compõem a trilha de I’m Not There, a psico-bio de Dylan dirigida por Todd Haynes. O próprio Dylan gravou uma faixa, assim como a dupla irlandesa Glen Hansard e Marketa Irglova, atual sucesso cult em L.A. com o ainda mais cult filme Once.

O filme estréia nos EUA dia 21 de novembro mas a trilha, para delicia de todos, sai dia 30 de outubro.

Duas faces de Dylan: Cate Blanchett e Heath Ledger no filme de Todd Haynes
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16/08/2007
POR DENTRO DE TUDO

Sabe essas seqüencias maneiras nos CSIs e em House quando procedimentos, doenças ou tipos variados de assassinato são recriados em minúsculo e total realismo? Elas vëm todas do mesmo lugar _ o pioneiro filme Viagem Fantástica, de 1966 onde, com efeitos óticos avançadíssimos para a época, o diretor Richard Fleischer tentava salvar a vida de um sujeito através de uma equipe médica miniaturizada, injetada em sua corrente sangüinea (os vilões eram os glóbulos brancos).

A idéia foi retomada vinte anos depois por Joe Dante em Innerspace, onde Dennis Quaid se via, miniaturizado, circulando pelo corpo de Martin Short, com efeitos um pouco melhores e os mesmos glóbulos brancos mal-intencionados.

Preparem as seringas: Roland Emmerich acaba de fechar com a Fox a refilmagem de Viagem Fantástica, com todos os efeitos digitais a que tem direito. Elenco? E quem precisa de elenco?


Viagem Fantástica (1966) e Quaid em Innerspace (1987): Cuidado com esses glóbulos brancos!
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16/08/2007

Se você está lendo esta atualização é sinal de que, depois de dois dias de sumiço, minha conexão voltou. Ai que saudades dos tempos do pombo-correio...
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14/08/2007
O MISTÉRIO DO SANGUE

There Will Be Blood, o esperadíssimo novo filme de Paul Thomas Anderson, não irá ao Festival de Veneza. Nem oficialmente, nem extra oficialmente… Isso quer dizer que ele muito provavelmente também não irá ao Festival de Toronto, etapa dois do circuito de outono.

O filme ainda está na finalização, e PTA não quer apressar o processo _ mas isso é só parte do motivo. A verdade é que cada vez mais os estúdios estão escondendo seus maiores trunfos e não saindo em campo logo no início da temporada caça prêmio. O enorme sucesso da campanha de Os Infiltrados confirmou e reforçou a tendência.

Agora, as boas notícias: Blood estréia dia 26 de dezembro nos EUA, em pouquíssimas telas, só para qualificar para os prêmios. Na América Latina? Em janeiro de 2008.


Incêndio nos campos de petróleo, em There Will be Blood, de PTA: mas nada de festivais
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13/08/2007
O QUE É UM FILME ESTRANGEIRO?

Em mais uma prova de que está correndo atrás de uma indústria que muda mais rápido do ela pode compreender, a Academia acaba de determinar que O Caçador de Pipas e O Escafandro e a Borboleta não podem concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

O primeiro, falado inteiramente em Dari (dialeto nacional do Afganistão) e estrelado por dois não-atores, os meninos Kekiria Ebrahimi e Ahmad Khan Mahmiidzada, escolhidos em escolas de Kabul, foi filmado na China e dirigido por Marc Foster, a partir de um roteiro de Khaled Hosseini, em cima de seu best seller internacional.

O segundo, uma adaptação de outro best seller internacional – a autobiografia do jornalista Jean-Dominique Bauby, vitimado por um derrame aos 43 anos – deu a Julian Schnabel a Palma de melhor diretor em Cannes; foi filmado inteiramente na França, com atores franceses (destaque para Mathieu Amalric, notável como Bauby), e é falado totalmente em francês.

A Academia alega que ambos fogem às determinações de elegibilidade do Oscar – o "concurso de miss” onde só vale um filme por país, mediante escolha local- e que são, na verdade “filmes americanos rodados no exterior.”

Que bom que no Globo de Ouro não tem esse problema…

O Escafandro e as Pipas: fora do Oscar de filme estrangeiro
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11/08/2007
PARA O FINDE

Johnny Depp e Helena Bonham Carter no primeiro still de verdade de Sweeney Todd, de Tim Burton. A estréia nos EUA - limitada, só para qualificar para os Oscars - é dia 21 de dezembro.
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10/08/2007
O BARRA LIMPA É O GRANDE THOR

Preparem seus martelos: vem aí mais um herói vintage dos quadrinhos para a telona _ a Marvel acaba de fechar com o diretor Mathew Vaughn a adaptação tela grande de Thor, a partir de um roteiro de Mark Protosevich (I Am Legend).

Vaughn é um inglês muito simpático que dirigiu um filme merecedor de mais atenção do que recebeu - Layer Cake, com Daniel Craig muito bem utilizado – e que está nas telas americanas agora com um verdadeiro bolo de noiva, Stardust, justamente ferroado pela crítica. Imagino que Vaughn esteja fora do terreno na fantasia açucarada de Stardust e de volta a um elemento mais repleto de testostetona com o Grande Thor.

A pergunta que não quer calar _ quem será o escolhido para o nobre papel do deus nórdico ?

Matthew Vaughn e seu amigo do martelo: quem
será o escolhido?
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09/08/2007
O ANO DE TOMMY LEE

Tommy Lee Jones é o novo John Wayne? A campanha, sutil mas extremamente eficiente, já começou. Jones está em alta este ano, com desempenhos fortes em dois filmes que, não tenho dúvida, estarão nas listas do final de ano _ No Country for Old Men, dos irmãos Coen, e In The Valley of Elah, de Paul Haggis.

No filme dos Coens ele é o xerife de uma cidadezinha perdida nos cafundós do Texas, que patrulha a cavalo e se vê diante de uma série de crimes sangrentos. Em Valley of Elah (o título é uma referência a um lugar muito real, que hoje fica no Iraque e que, no Antigo Testamento, seria o cenário do encontro entre Davi e Golias) ele é o pai atormentado pelo misterioso desaparecimento do filho,nos Estados Unidos, depois de voltar de uma temporada de serviço militar no Iraque.

Clima, temática, paisagem interior (e até exterior) remetem mesmo ao período maduro da carreira de Wayne, especialmente seu trabalho na obra prima de John Ford, Rastros de Ódio. Como manobra de campanha, perfeito. Vamos ver até onde vai levar Tommy Lee Jones, mas eu já o colocaria na lista dos altamente indicáveis.


Tommy Lee Jones em No Country For Old Men e In The Valley of Elah, e John Wayne em Rastros de Ódio: será?
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08/08/2007
O NOVO OESTE, 2
Mas, como meu colega Jeffrey Wells (de quem peguei emprestada a foto) ainda acho super estranha a campanha visual de 3:10 to Yuma. Agora que se vê claramente quem é o dono da cinturinha e dos coxões, concordo com Wells: só falta a barra de balé no novo poster... Um! Dois! Pliê!
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08/08/2007
O NOVO OESTE

É, parece mesmo que o western está querendo voltar. Ed Harris acaba de convencer Renee Zellwegger a ser a estrela de Appaloosa, seu segundo projeto como diretor depois do bem sucedido Pollock. Como na cinebio do pintor, Harris vai trabalhar dos dois lados da câmera, dirigindo, escrevendo e atuando ao lado de Viggo Mortensen (seu amigo desde Marcas da Violência) e Zellwegger.

Baseado no livro homônimo de Robert Parker, Appaloosa tem todas as marcas do western clássico: dois amigos (Harris e Mortensen) se unem para defender uma cidadezinha da opressão de um bandido. A chegada de uma jovem e bela viúva (Zellwegger) cria um problema a mais.

As filmagens começam dia 1 de outubro na belíssima paisagem do Novo México.


Renee, Ed, Viggo: juntos no novo velho oeste
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