18/09/2007
JUNO, YOUTH

Um dia e meio sem acesso à internet… quase enlouqueci! Como é que a gente vivia antes dela, hein?

Como pedido de desculpas & prêmio de consolação pela minha ausência (forçada), aqui vão os trailers de Juno e Youth Without Youth. Este último é curtíssimo, um teaser mesmo. Completamente abstrato. Me faz lembrar a estranha “maldição” que paira sobre a carreira de Coppola _ seus maiores triunfos estéticos, comerciais e críticos nunca são seus “filmes do coração”, mas os que os estúdios a ele encomendam…

Alexandra Maria Lara em Youth... ...e Ellen Page em Juno
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16/09/2007
DEU CRONENBERG

Eastern Promises, de David Cronenberg, ganhou o único prêmio oficial atribuído no Festival de Toronto, o de Escolha Popular. O segundo lugar na escolha do público foi Juno, de Jason Reitman, e o documentário Body of War, de Ellen Spiro e Phil Donahue,sobre o conflito no Iraque.

Os "prêmios invisíveis" _ o quanto a cotação deste ou daquele filme subiu ou desceu ao término do circuito de festivais do segundo semestre_ ficam para o meu post de segunda. Ainda estou consultando as bases. Está todo mundo de ressaca. Sabe como é festival...


David Cronenberg, Naomi Watts, elenco e produtores de Eastern Promises, em Toronto: prêmio popular
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14/09/2007
DOUBLE JOY

Foi um bom ano para o rock em Toronto. Além de I’m Not There brilharam dois filmes sobre o legendário Joy Division, banda-chave da virada dos 70 para os 80 _ Control, a cinebio da banda e principalmente de seu trágico e talentoso líder, Ian Curtis, pela lente de quem realmente os conheceu, o fotógrafo e videoclipeiro Anton Corbjin; e Joy Division, um documentário sobre a trajetória da banda por Grant Gee, videoclipeiro de Radiohead, Sparklehorse e companhia.

O pacote era irresistível demais para os Weinstein: os irmãos acabaram de adquirir os dois filmes para um lançamento casado pelo menos na América do Norte e pelo menos em DVD. Coisa boa.

O Joy Division no filme de Anton Corbjin... ...e no documentário de Grant Gee: coisa boa
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14/09/2007
DIABRURAS DE UM MESTRE

Quem está acompanhando meu curso na Casa do Saber sabe da importância de Sidney Lumet para a criação de uma linguagem moderna do cinema, e seu papel na formação das bases da “geração 70” que empurrou Hollywood para o futuro (vejam O Homem do Prego, Um Dia de Cão e Serpico para entenderem melhor…).

Por isso é com grande alegria que recebo ecos de que Lumet, no vigor de seus 83 anos, é o responsável por um filme que está arrebatando platéias em Toronto: Before The Devil Knows You’re Dead. Elenco de primeira _ Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney _ numa das confluências de estilo que mais aprecio: o rigor da tragédia clássica transposto para o crime contemporâneo. Hoffman e Hawke são dois irmãos que resolvem cometer o “crime perfeito” assaltando a joalheria dos pais, com resultados catastróficos. O roteiro _ de Lumet e da estreante Kelly Masterson, que, como ele, vem da TV _ é, pelo que me contam, uma obra prima. E começa no Rio de Janeiro…

Vai ser muito, muito bom ver o mestre Lumet mostrar como se usa a sabedoria de uma vida para fazer cinema de categoria… e entrar na briga pelos prêmios.

E se você está se perguntando sobre o título: ele vem de um tradicional brinde irlandês, “que você esteja no céu meia hora antes do diabo perceber que você morreu.”

Os "irmãos" Hoffman e Hawke em Devil/Deade com o mestre Lumet, no set: arrebatando platéias
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13/09/2007
NIC X CATE

Muito interessante como dois filmes que despertaram diferentes reações no circuito de outono dos festivais conseguiram gerar uma unamidade: suas atrizes.

I’m Not There, de Todd Haynes, é um filme que eu, definitivamente, não perco de jeito nenhum (alô, Festival do Rio!). Teve gente caindo de joelhos e gente dizendo que era “ambicioso e cubista” o que, em Hollywood, traduz-se por “não entendi nada nem vai fazer dinheiro na bilheteria”. O consenso: é o melhor filme de Todd Haynes (o que não é pouca coisa, o cara tem talento de sobra) e Cate Blanchett brilha como o mais instigante dos Dylans. Confira neste clipe de 1966 qual é a referência de Cate. Fico feliz ao ver que ainda se sonha e se ousa nesta indústria paralisada pelo medo do futuro.

Margot at the Wedding, de Noah Baumbach, despertou outro tipo de reação. Como Anne Thompson tão bem colocou em seu blog, a maioria foi “gostei mas…". A palavra ‘decepção’ fica flutuando no ar, e Todd McCarthy escreve que não chega a ser um filme, mas uma coleção de situações. O consenso, aqui, é Nicole Kidman, compondo uma personagem vibrantemente neurótica que Thompson compara à Aurora Greenway de Shirley McLaine em Laços de Ternura.

Antecipo duelos... Resta ver como a Academia e a HFPA vão considerar as atuações das duas nestes filmes, se protagonistas ou coadjuvantes. Mas ainda resta outro confronto para ambas: Bússola de Ouro versus Idade de Ouro. Tem ouro até no título.


Nicole como Margot, Cate como Dylan: duelo?
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12/09/2007

Nicole Kidman fotografada por Patrick Demarchelier em Sydney, e a mesma foto na capa da Vanity Fair de outubro. Kidman fala sobre a custódia dos filhos com Tom Cruise, seus planos para um bebë com Keith Urban e... ah, sim, seus filmes com Baz Luhrmann, Chris Weitz , etc...
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12/09/2007
POMPÉIA FOI PARA O ESPAÇO

No que pode ser considerado a primeira vítima real da possível futura greve dos atores, Pompéia, o épico-histórico-catástrofe que Roman Polanski se preparava para dirigir, foi cancelado.

O produtor Robert Benmussa pos a culpa na greve, mas a questão pode ser um pouco mais complexa _ Pompéia, com um orçamento de 100 milhões de dólares, estava sendo bancado inteiramente por fontes européias de financiamento. Pelo ritmo nomal do desenvolvimento de um projeto assim, Pompéia estava na etapa de conseguir seguros de produção _ os completion bonds que servem de garantia aos investimentos. E minha intuição me diz que a produção não conseguiu fechar o pacote porque nenhum ator procurado podia dar certeza de sua disponibilidade na época da filmagem, por conta da possível greve.

Impasses nas negociações entre estúdios e produtores e as organizações de classe _ WGA para os roteiristas, DGA para os diretores, SAG e AFTRA para os atores _ são rotineiros em Hollywood. A cada três anos, mais ou menos, quando se extingüem os contratos coletivos entre elas e os produtores, existe a possibilidade de um hiato até que os termos de novos acordos sejam selados. É claro que os profissionais sempre querem mais _ agora, eles querem saber o que vão ganhar com as novas plataformas de distribuição _ e os produtores tentam segurar o quanto podem.

Em junho do ano que vem, três das principais associações _WGA, SAG e AFTRA _ estarão em fase de renegociar contratos. Coisa complicada mas não paralisante para Hollywood _ que, neste momento, está mais preocupada com Toronto e lançamentos de fim de ano. Os peixes graúdos tem seus acordos privados que possibilitam quase tudo, e a indústria se movimenta mesmo de crise em crise. Para uma produção européia, contudo…. A coisa é mesmo catastrófica.


Roman Polanski ficou sem seu vulcão digital
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11/09/2007
CATEFEST

Okei, fãs, aqui vai:
Cate Blanchett na coletiva de The Golden Age, Toronto


Lamento dizer, contudo, que The Golden Age não foi muito bem recebido em Toronto, primeira parada em sua possível arrancada rumo ao ouro. A sensação, depreendida desta equilibrada crítica do poderoso Todd McCarthy da Variety, é que Shekhar Kapur transformou a maturidade da rainha inglesa num espetáculo bollywoodiano, com Clive Owen em duelos de espada e música tonitroante & incessante. “Inflacionado” e “no tom errado” são os comentários mais constantes.

Mas não se desesperem, há outro consenso _ nas palavras de McCarthy, “Cate Blanchett faz tudo merecer ser visto”. Anne Thompson ecoa: “Podem por Blanchett, figurino e maquiagem nas cédulas do Oscar”.

Cate rainha, em The Golden Age
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09/09/2007
O TREM CHEGOU BEM

Teria sido Russel Crowe? Christian Bale? As críticas positivas? A campanha metrossexual? Seja lá o que for, 3:10 to Yuma, de James Mangold, emplacou o primeiro lugar da bilheteria no final de semana, com um total minguado _ 14.1 milhões de dólares _ mas consistente para esta época do ano, que é fraca mesmo. Um sinal interessante para esta lenta mas progressiva retomada do western _ e Mangold sempre fez questão de dizer que se ateve ao glossário básico do gênero, ao ponto de seu herói ter chapéu branco e seu vilão, chapéu preto…

Uma ironia que não escapou ao NY Times: ambos, herói e vilão, não são americanos. Crowe é da Nova Zelândia e Bale, do País de Gales. É a globalização do western, mais de três décadas depois de Sergio Leone…


Chapéu branco, chapéu preto: Bale e Crowe dominam a bilheteria no finde
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09/09/2007
NÃO ACHEI CATE BLANCHETT EM VENEZA...



Serve George Clooney em Toronto (falando sobre Michael Clayton)? Ou Jake Gyllenhaal (alô, Kamila!) na estréia de Rendition, também em Toronto?
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