24/10/2007
AFFAIR JACKSON X GOSLING: O PREÇO DO PAVIO CURTOComeçam a surgir detalhes do set de The Lovely Bones sobre o que realmente teria ocorrido. Aparentemente foi Peter Jackson que demitiu Ryan Gosling num rompante dois dias antes do início das filmagens. Gosling, um ator extremamente disciplinado e praticante do “Método” de Lee Strasberg, queria escolher o próprio figurino e cortar o próprio cabelo, de modo a assumir controle completo sobre seu personagem. Jackson, que apesar da carinha de hobbit tem o geniozinho de um pequeno dragão, não aturou tanto rigor e despediu-o. E isso, pelas regras do sindicato, dá processo, sim…
O Sr. Salmon é um personagem coadjuvante mas fundamental no livro de Alice Sebold – é um homem de trinta e muitos/quarenta e poucos, calado mas sensível, que sofre em silêncio a perda da filha e serve de âncora para a família, que quase se depedaça com a tragédia.
Mark Wahlberg está mais próximo em faixa etária mas…. Vai ser capaz de segurar tanta sutileza? Ás vezes um ator que entra num projeto cercado desse tipo de ceticismo acaba desempenhando em dose dupla, só para se provar. Como fã do livro, espero sinceramente que isso aconteça aqui.
O restante do elenco é interessante:a jovem Saoirse Ronan, uma irlandesa de 13 anos que está em Desejo e Reparação é a personagem principal, Susie Salmon, Rachel Weisz faz a mãe, Abigail, e Susan Sarandon a avó Lynn; Stanley Tucci é George Harvey e Michael Imperioli (de Família Soprano), Len.
Saoirse Ronan: a Susie de Peter Jackson
23/10/2007
WAHLBERG NO LUGAR DE GOSLINGMuita gente – aqui neste HwoodBlog e fora – achava Ryan Gosling jovem demais para o papel do Sr. Salmon, o pai da menina assassinada em The Lovely Bones. A torcida contra ganhou: logo no primeiro dia de filmagem Gosling se desentendeu com Peter Jackson e saiu do projeto. A coisa, me garantem, foi feia, e pode resultar em processos de parte a parte. Gosling havia engordado 10 quilos e cultivado uma barba para aparentar mais idade, coerente com o papel.
Seu substituto é Mark Wahlberg, que pediu um tempo para se preparar e atrasou a produção.
Seja qual for a tensão, ela pode ter resultados inoportunos para Gosling, um ator que está em ascensão desde sua indicação para o Oscar, no início deste ano, e que agora está em cartaz recebendo muitos elogios como a melhor coisa do filme Lars and the Real Girl.
Sai Ryan...
...entra Mark: valeu?
23/10/2007
Vocês tem programa para o dia 5 de novembro? Que tal o cinema Castro, em San Francisco, tipo 19h30?
22/10/2007
"DECEPCIONANTE"
Saiu a primeira crítica oficial de Youth Without Youth _ e não é nada boa. A Variety, cobrindo o Festival de Roma, chamou o novo filme de Coppola de "uma decepção para os fãs", com uma "narrativa caótica", "diálogos pomposos" e "roteiro forçado". "O filme não consegue se conectar com seus personagens", é a conclusão final da crítica.
22/10/2007
Esta é a cara de Daniel Day Lewis no cartaz de There Will Be Blood. Das sombras, uma área de luz_ um olho que não se volta para nada ou ninguém, que olha para dentro, para seus pensamentos. Referência: O Poderoso Chefão e a cinematografia das trevas de Gordon Willis.
Para mim ainda é a pole position dos atores.
20/10/2007
VINTE SEMANAS= TODO MUNDO EM PÂNICO
Vinte semanas até o Oscar. Agora a coisa fica séria. Na verdade, a primeira data-chave é até antes: 5 de dezembro, prazo final de exibição de filmes para a Hollywood Foreign Press Association (leia-se Globos de Ouro) e para as organizações de críticos. Certo: críticos e prêmios não são a mesma coisa ( e não são mesmo). Mas esses listões de fim de ano definem quem está e não está no páreo. E os indicados dos Globos são sempre 90 a 95% dos indicados para o Oscar…
David Poland do MCN faz um primeiro balaio colocando em vermelho quem está com chances verdadeiras. Dá: Charlie Wilson’s War, Sweeney Todd, There Will be Blood.
Jeffrey Wells acha que os cinco já estão mais ou menos definidos: Atonement, There Will be Blood, Before the Devil Knows You’re Dead, Charlie Wilson’s War e No Country for Old Men.
Tom O’Neill do Envelope e Jack Matthews do NY Daily News definem (muito bem) um filme oscarizável como “um que toca em alguma questão que define o momento e também emociona profundamente”. Usando esse critério a lista muda?
19/10/2007
WILD THING!
Enquanto preparo algo mais para hoje me deparei com esta imagem _ o primeiro e (pelo que sei) até agora único still de Where the Wild Things Are, a adaptação do clássico da literatura infantil norte-americana (do gênio Maurice Sendak) por Spike Jonze.
E parei.
As filmagens terminaram em dezembro de 2006, mas a complicada pós-produção ainda está a todo vapor. Nenhuma outra imagem vazou, mas o roteiro do "menino-prodígio" Dave Eggers deu um jeito de ir para o blogespaço...
A estréia (nos EUA) será em outubro de 2008.
18/10/2007
ANG LEE FORA DA CATEGORIA FILME ESTRANGEIRO
Uma leitura cuidadosa da lista de competidores do Brasil pelo sempre fugidio Oscar de Melhor Filme Estrangeiro revela que dois adversários fortes estão fora: A Visita da Banda e Lust, Caution.
A abundância de diálogo em inglês nocauteou o primeiro, que foi submetido por Israel. E o segundo não chegou nem a ser submetido por Taiwan - terra natal de Ang Lee - por ter sido filmado na China. Coisas políticas - bom para o Brasil.
Com certeza o filme de Lee vai aparecer como possibilidade nas categorias "gerais" do Oscar. Ou, como sugere Anne Thompson, numa nova _ melhor cena de sexo.