14/12/2007
Desculpem, Tarantinófilos: era irresistível.
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13/12/2007
O ANO DE VOTAR CONSERVADORAMENTE

Hum…. Bem… Estou desapontada.

Fui voto vencido várias vezes, mas já estou acostumada. Minha brava tentativa de incluir I’m Not There, Into the Wild, Antes Que o Diabo Saiba que Você Está Morto e Zodíaco entre os melhores filmes falhou miseravelmente, assim como minha chuva de votos para There Will Be Blood , que esperava ver bem melhor que suas solitárias duas (cadê Jonny Greenwood, a trilha mais ousada e maravilhosa do ano? E o filme se dirigiu sozinho? Escreveu-se?).

Gosto quando meus colegas se permitem ousar, usando do privilégio de não serem da indústria, mas observadores dela. O reverso da medalha é quando eles se deixam cegar pela poeira de estrelas _ Angelina Jolie? Keira Knightley? Amy Adams? Por favor…

Então, de um modo geral: achei as escolhas conservadoras e superficiais. Ao contrário de meus colegas, não acho Desejo e Reparação essa cocada toda, idem The Great Debaters, mais bem intencionado que realizado, e O Gângster. Across the Universe me fez rir, mas não por ser engraçado… embora tenha um visual maravilhoso. Esperava uma presença para Once. Ah, esqueci: este foi o ano de não arriscar…

O que gostei _ o reconhecimento de Eastern Promises, especialmente Viggo Mortensen, que de fato está espetacular. A seleção de filmes estrangeiros, quase igual à minha. Blood entre os melhores filmes (mas não creio que vá ganhar…) e ao menos uma canção de Into the Wild entre as indicadas.

Agora é ver como esse campo de escolhas se define. E não tenho dúvidas _ aqui estão as diretrizes do Oscar 2008… Que lástima!
Quentin Tarantino, um dos apresentadores das indicações ao Globo de Ouro, na manhã de quinta no Beverly Hilton: tchauzinho, viu, PTA?
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12/12/2007
PARA QUE SERVEM OS AMIGOS?

Toda aquela chuva de estrelas no meio dos piquetes da greve dos roteiristas, todos aqueles cartazes “SAG apóia WGA” deram resultado : a festa de entrega dos melhores do ano da Screen Actors Guild foi o primeiro evento a receber uma licença especial da WGA para usar seus membros na elaboração dos textos. Os Globos de Ouro estão na fila também _ afinal, somos todos trabalhadores das letrinhas _ mas a SAG conseguiu a permissão especial primeiro.

Se existe uma categoria profissional com conhecimento íntimo do poder do texto, são os atores…

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11/12/2007
MOMENTO DE TERROR
No meio do rebuliço de campanhas e indicáveis, revela-se o primeiro cartaz de The Happening, o novo filme de M. Night Shyamalan. Tive a estranha sensação de já ter visto alguma coisa assim antes, e, de fato…. The Happening, Junho 2008 Contatos Imediatos do Terceiro Grau, novembro de 1977

Quem não se importa com meia dúzia de spoilers pode ler esta boa apreciação do roteiro, extremamente elogiosa. The Happening _ que se chamava The Green Effect em sua primeira versão, título que prefiro _ é comparado a Os Pássaros, de Hitchcock, citando a apreciação de Fellini a respeito: “um poema tonal apocalíptico”. O filme estará à altura? Teremos que esperar 13 de junho de 2008 (uma sexta feira, uuu-huuu…) para saber como Mark Wahlberg e Zoey Deschanel se desimcumbem de seus papéis como um casal em fuga de um terrível tormento provocado pelo desequilíbrio ecológico. Uma vingança de Mamãe Natureza, por assim dizer.

Uma matéria de TV da televisão local de Phoenixville, Pensilvânia, uma das locações de Happening, não revela muito, a não ser que a cidade serviu de cenário para outro filme de terror do tipo “eles estão a fim de nos destruir”: A Bolha Assassina, de 1958, com Steve McQueen.
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10/12/2007
FESTIVAL DE LISTAS
Estou sorrindo, muito: as listas das associações de críticos de Los Angeles, Nova York e Washington estão muito, mas muito mesmo parecidas com o que marquei na minha famosa cédula. Mais não digo a não ser (para quem tiver preguiça de ir para o link) que There Will Be Blood e No Country For Old Men saltaram muitos metros à frente, assim como Daniel Day Lewis, George Clooney (por Conduta de Risco), Paul Thomas Anderson, Julie Christie, Cate Blanchett, Javier Bardem, Jonny Greenwood e O Escafandro e a Borboleta.

Quinta feira veremos o que meus colegas fizeram...
DDL + PTA: estou feliz
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07/12/2007
JÁ FOI..
Ontem à noite o rapaz da Federal Express veio aqui pegar meu voto para as indicações do Globo de Ouro. Como não era Tom Hanks e ele não vai ter que cruzar o Oceano Pacífico, espero que as cédulas cheguem sãs e salvas ao escritório dos contadores da Ernst & Young.

Espero ter feito a coisa certa. Algumas escolhas foram difíceis _ só se pode votar em cinco, mesmo. E como o pool de votantes é reconhecidamente pequeno, tento fazer bem meu papel de "ala jovem". mandando meu voto para a extrema esquerda, na esperança de equilibrar o possível conservadorismo de alguns de meus colegas.

As indicações para os Globos de Ouro 2008 serão anunciadas quinta feira dia 13 de dezembro. Veremos
.

E esta é Rumer Willis, a filha de Demi Moore e Bruce Willis que entregará os prêmios aos vencedores, no dia 13 de janeiro. Ela é a nossa Miss Golden Globe 2008.
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06/12/2007
Adorei a turbulência causada pelos últimos posts. Creio que foi colocado na mesa um tema que mexe conosco e exige nossa reflexão.
A questão que mais aparece nos comentários é “como pode alguém deixar que isso aconteça?” e “ por que não envelhecem naturalmente?”

A resposta da primeira pergunta vem com a r
esposta da segunda: porque nós não deixamos que ninguém envelheça naturalmente. Criamos um consenso culural que associa maturidade com feiúra e passagem do tempo com desgraça. Inventamos um ideal impossível onde todos são jovens para sempre. E recusamos quem ousa mostrar que esse ideal é… impossível.

Falo de modo geral, é claro. Mas as indústrias de entretenimento que vivem de empacotar nossos sonhos e nos vender nossos desejos – ou o que eles percebem como nossos sonhos e desejos – toleram muito mal a idéia de exibir a real passagem do tempo. Um ator ou atriz cuja principal ambição ou campo de trabalho seja o cinema tem que se preparar para uma carreira semelhante à de um atleta ou modelo _ muito intensa e muito curta. Os primeiros sinais da inevitável escultura que gravidade e vida imprimem no rosto e no corpo _ e que aparecem na segunda metade dos 20 anos _ devem ser apagados o mais rápido possível, para pelo menos estender essa vida útil.

E isso vicia. Os de 30 querem parecer que tem 20. Os de 40 querem parecer que tem 20. Os de 50 querem parecer que tem…. Aí é que a coisa se complica.

É claro que há alternativas _ o teatro e a TV européia e americana tem sido tradicionais campos de trabalho onde o rosto verdadeiro pode se expresso. O cinema independente e europeu também tem muito menos receio de contar histórias com pessoas que parecem pessoas, e não bonecos de cera.

Ofereço aqui, para nossa contemplação e deleite, dois belos rostos de mulher sem retoque, duas rainhas, que veremos muito, em breve, na competição pelos prêmios.
Um brinde a elas _ e um convite a todos nós para que possamos compreender todas as faces da beleza.
Vanessa Redgrave, Desejo e Reparação
Julie Christie, Away From Her
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05/12/2007
Para todo mundo que está estatelado ou incrédulo com a radical e não muito feliz transformação de Meg Ryan, aqui vão três fotos que documentam como as intervenções foram se acumulando ao longo dos anos para criar aquele resultado sinistro.
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05/12/2007
OVERDOSE DE PLÁSTICA MATA CARREIRAS?

A revista Radar acha que sim. Numa interessante investigação (mas que, na verdade, podia ter ido mais longe… ou mais fundo…) a revista Radar que acaba de chegar às bancas mostra como se cria uma espécie de histeria na busca da eterna juventude numa indústria obcecada pela perfeição – pudera, sabe lá o que é ver seu rosto do tamanho de um outdoor, em alta definição?. E como essa mesma obsessão pode sair pela culatra.

A matéria aponta um “ponto crítico” além do qual os rostos retocados começam a ficar irreais, impedindo qualquer trabalho dramático. A lista de atrizes que não conseguem mais bons papéis por conta de seus estranhos rostos inclui Meg Ryan – um desastre da plástica, tristíssimo – e Rose McGowan, cujos olhos, segundo a matéria, “estão parecendo de um alien” de tão esticados. (Mas há mais, muito mais…. Eu me lembro logo de Melanie Griffith… e vocês?) Meg Ryan, antes e depois


Os homens não estão imunes, mas, como sempre, Hollywood lhes dá mais trégua. Michael Douglas, na minha opinião, está começando a parecer sua própria estátua no museu de cera, mas o caso mais dramático deve ser Mickey Rourke. Só que ele ficou tão estranho que está conseguindo capitalizar isso em papéis… estranhos. Mickey, o estranho

E quem está no limite, segundo a Radar? Entre os homens, Viggo Mortensen, que a revista elegeu como “Senhor Botox” (mas eu garanto que tem mais bem que isso naquela carinha…) Sr. Botox?

E… Nicole Kidman. Como diz um entrevistado, “ela está naquele momento em que tem de decidir se vai deixar sua aparência seguir o processo natural de amadurecimento ou se tornar um freak. É uma decisão crucial.” Nicole nos anos 90 e hoje

E vocês, o que acham?
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04/12/2007
COMPETÊNCIA

Os primeiros cinco minutos de A Bússola de Ouro já estão na rede _ juntamente com uma seleção de clipes nem sempre com boa qualidade de imagem, mas que dão uma visão adequada da competência de Chris Weitz ao adaptar uma obra muito, muito complicada. Não é Senhor dos Anéis, embora a New Line sonhe com isso. É outra coisa, e espero que dêem a Weitz a chance de continuar a se aprofundar nesta saga tão fora do comum.
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